Debates – Saúde Gaúcha https://www.saudegaucha.com Informação para gestores e profissionais de saúde. Fri, 24 May 2019 11:00:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.1.1 https://www.saudegaucha.com/wp-content/uploads/2018/10/Saúde-Gaúcha-Favicon-2-100x100.png Debates – Saúde Gaúcha https://www.saudegaucha.com 32 32 Para Toffoli, município não deve arcar com remédio de alto custo https://www.saudegaucha.com/debates/para-toffoli-municipio-nao-deve-arcar-com-remedio-de-alto-custo/ https://www.saudegaucha.com/debates/para-toffoli-municipio-nao-deve-arcar-com-remedio-de-alto-custo/#respond Wed, 22 May 2019 02:57:22 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2520 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar (decisão provisória) para livrar o município de Jundiaí (SP) do pagamento do remédio Spiranza para uma de suas munícipes. Uma única dose do medicamento foi orçada em R$ 297.152,83. Com a decisão, Toffoli antecipou como deve votar amanhã (22), quando está pautado […]

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, concedeu uma liminar (decisão provisória) para livrar o município de Jundiaí (SP) do pagamento do remédio Spiranza para uma de suas munícipes. Uma única dose do medicamento foi orçada em R$ 297.152,83.

Com a decisão, Toffoli antecipou como deve votar amanhã (22), quando está pautado para julgamento em plenário um processo que deve esclarecer qual a exata responsabilidade de cada esfera – municípios, estados e União – no fornecimento de remédios de alto custo para pacientes que consigam decisão favorável na Justiça.

“Adianto minha compreensão sobre o tema”, escreveu Toffoli em decisão assinada em 16 de maio, mas tornada pública na edição desta terça-feira (21) do Diário de Justiça.

Hierarquização
O Supremo já definiu uma tese de repercussão geral para resolver todos os casos do tipo no Brasil, segundo a qual o fornecimento do tratamento médico adequado aos cidadãos, incluindo os remédios de alto custo, são de “responsabilidade solidária dos entes federados” . Pela mesma tese, “o polo passivo pode ser composto por qualquer um deles, isoladamente ou conjuntamente”.

Para o presidente do STF, porém, tal responsabilidade solidária não impede que em cada caso seja identificado os entes federados específicos “que devem ser responsabilizados pelo atendimento pleiteado, ainda que figurem todos eles no polo passivo”.

O ministro destacou que a responsabilidade solidária deve conviver com o princípio de hierarquização na execução das políticas do Sistema Único de Saúde (SUS), segunda a qual cabe ao município pagar por medicamentos simples, enquanto estados e União são responsáveis por financiar a comprar de medicamentos complexos.

Na decisão, Toffoli escreveu que “o atendimento que compete ao Município é precipuamente o atendimento básico. O atendimento de alta complexidade, realizado notadamente em centros de referência, se afinam em maior medida com a vocação dos Estados; ao passo em que o financiamento dessa espécie de medicação ocorre, em regra, de forma compartida entre estados e União ou exclusivamente pelo ente federal”.

Dessa maneira, ele dispensou o município de Jundiaí (SP) do dever de pagar o medicamento para sua moradora, mantendo porém a decisão de primeira instância na parte em que obriga o estado de São Paulo e a União a pagar pelo Spiranza para a paciente, portadora de atrofia muscular espinhal, uma doença rara.

Segundo dados do Ministério da Saúde, no ano passado o governo federal pagou R$ 115,6 milhões para fornecer o Spiranza a 90 pacientes que conseguiram decisões favoráveis na Justiça. Ao todo, foram gastos pela União R$ 1,2 bilhão com remédios em decorrência de ordem judicial.

Embargos de declaração
Na quarta-feira, o Supremo julgará um recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para esclarecer a repercussão geral que fixou a responsabilidade solidária entre os entes federados para fornecer os remédios de alto custo.

Após a definição da tese de repercussão geral, a AGU apresentou os chamados embargos de declaração, tipo de recurso no qual se pede o esclarecimento de pontos que restariam obscuros na decisão. Segundo o órgão, a responsabilidade de cada esfera foi assentada “de forma genérica e irrestrita”, sendo necessário modular critérios mais claros para a repercussão geral.

Além desse julgamento, estão marcados para quarta-feira (22) outras duas repercussões gerais sobre o fornecimento de remédios de alto custo pelo SUS, incluindo aqueles ainda não registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: Agência Brasil, por Felipe Pontes

 

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Conselho pede combate às agressões a profissionais de saúde https://www.saudegaucha.com/debates/conselho-pede-combate-as-agressoes-a-profissionais-de-saude/ https://www.saudegaucha.com/debates/conselho-pede-combate-as-agressoes-a-profissionais-de-saude/#respond Thu, 11 Apr 2019 18:54:32 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2398 Diante de relatos de violência contra profissionais da área de saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recorreu aos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública. O CFM enviou ofícios aos ministros Sergio Moro (Justiça) e Luís Henrique Mandetta (Saúde), pedindo que invistam em ações para ampliar a proteção dos profissionais. Segundo o […]

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Diante de relatos de violência contra profissionais da área de saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recorreu aos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública.

O CFM enviou ofícios aos ministros Sergio Moro (Justiça) e Luís Henrique Mandetta (Saúde), pedindo que invistam em ações para ampliar a proteção dos profissionais.

Segundo o conselho, a má alocação de recursos, inclusive por gestores públicos, contribui para o crescimento do número de agressões e abusos.

Entre os pedidos do conselho estão o reforço de policiamento nas unidades de saúde e a consolidação, por parte do Ministério da Justiça, de um relatório que reúna informações sobre os casos. O documento, argumenta o CFM, auxiliaria na elaboração de estratégias mais efetivas de combate aos ataques.

Campanha
Hoje (11), o CFM lançará uma campanha institucional, que terá como foco orientar os médicos sobre as providências que devem ser tomadas caso sejam vítimas de agressões no ambiente de trabalho.

O conteúdo sobre o passo a passo para denunciar as ocorrências será transmitido em vídeos e textos.

Estudo feito conjuntamente pelo CFM, pelos conselhos regionais de Enfermagem de São Paulo (Coren) e de Medicina de São Paulo (Cremesp) revelou que 59,7% dos médicos e 54,7% dos profissionais de enfermagem sofreram, mais de uma vez, situações de violência no trabalho.

O levantamento mostrou também que 7 em cada 10 profissionais da saúde já sofreram alguma agressão cometida por paciente ou por um familiar dele. De acordo com a autarquia, maior vulnerabilidade é observada entre os médicos que integram a rede pública de saúde do país.

Recursos
Nem sempre o agressor é um paciente ou um familiar. Em agosto do ano passado, o Cremesp emitiu nota de repúdio após tomar conhecimento de um caso de violência contra uma médica do ABC paulista.

A mulher disse ter sido agredida por policiais, depois de ter se negado a fornecer o prontuário de uma paciente que havia atendido numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A falta de leitos, medicamentos, insumos e equipamentos é um dos pontos destacados pelo conselho como problema que provoca indignação nos pacientes. Em muitos casos, eles se voltam contra os médicos.

Animosidade
Para o terceiro vice-presidente da autarquia, Emmanuel Fortes Cavalcanti, essas deficiências se somam a um grau de descrédito da população em relação aos profissionais.

Segundo Cavalcanti, o discurso foi fortalecido, ao longo da última década, pela imprensa, ao reiterar que “médico não atende bem e falta ao trabalho”.

Cavalcanti disse que os médicos são responsabilizados até mesmo por reformulações no sistema de saúde que desagradam aos usuários dos serviços. Acrescentou as recomendações médicas quanto aos tratamentos têm sido alvos de desqualificação.

“Nos últimos anos, há uma campanha muito violenta contra o médico. Uma campanha sistemática, e a comunidade vai respondendo, contribuindo para um clima de animosidade”, afirmou.

Congresso
Além de encaminhar as demandas ao Poder Executivo, o CFM também pediu ao Congresso Nacional que contribua para a coibir os crimes. Como providência na alçada da Câmara dos Deputados, o conselho cita o Projeto de Lei nº 6.749/16.

A proposta, de autoria do ex-deputado federal Antônio Goulart (PSD-SP), tem por objetivo endurecer as penalidades para quem cometer atos de violência contra profissionais de saúde. O texto está pronto, devendo ser submetido ao plenário. Se aprovado, seguirá para o Senado.

Ministério emite nota
Em nota, o Ministério da Saúde informou que irá analisar as observações feitas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

“Esta gestão está disposta a discutir todos os assuntos necessários para que seja possível avançar na construção de bases sólidas para o SUS [Sistema Único de Saúde], beneficiando trabalhadores da saúde e usuários do sistema público”, disse.

Fonte: Agência Brasil 

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Os desafios do médico jovem https://www.saudegaucha.com/debates/os-desafios-do-medico-jovem/ https://www.saudegaucha.com/debates/os-desafios-do-medico-jovem/#respond Tue, 09 Apr 2019 00:52:38 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2335 ARTIGO, por Alfredo Floro Cantalice Neto – Presidente da AMRIGS As inovações tecnológicas e as mudanças no mercado de trabalho atual trazem uma nova realidade para os jovens médicos. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) está atenta a esses acontecimentos promovendo cursos e projetos que são direcionados aos que ingressam na carreira […]

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ARTIGO, por Alfredo Floro Cantalice Neto – Presidente da AMRIGS

As inovações tecnológicas e as mudanças no mercado de trabalho atual trazem uma nova realidade para os jovens médicos. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) está atenta a esses acontecimentos promovendo cursos e projetos que são direcionados aos que ingressam na carreira médica.

As ações do Departamento Universitário da AMRIGS são um exemplo, permitindo que os estudantes tenham conhecimento de tudo que a entidade pode fazer pelo seu crescimento profissional.

Foi com grande satisfação que vimos, também, a presença de diversos médicos jovens nos debates em que tratamos sobre a telemedicina, uma realidade que está, há alguns anos, sendo imposta e para o qual precisamos estar preparados. O nosso foco é que o jovem médico tenha o seu espaço no mercado de trabalho cada vez mais reconhecido e valorizado, tirando proveito, ao mesmo tempo, de todos os benefícios que as inovações tecnológicas proporcionam.

Desde os primórdios tempos, a medicina sempre tratou da cura e do bem-estar das pessoas. No século XX, surgiram as diretrizes curriculares no Brasil, responsáveis por guiarem o modo de formação do médico. Desde então, elas sofrem constantes atualizações, mas, agora, essas transformações são rápidas e impactantes. O aprendizado prático está cada vez mais próximo da teoria. Acadêmicos realizam atendimentos, conversam com pacientes, esclarecem dúvidas e tornam-se cada vez mais ativos no sistema de saúde, aprendendo com os mais experientes e oferecendo-lhes o seu conhecimento, principalmente, na área tecnológica.

Outro desafio constante é o equilíbrio entre ser um médico especialista ou generalista. Ao mesmo tempo em que o surgimento de novas doenças impõe conhecimento multidisciplinar, é preciso estar atento ao aprendizado avançado em áreas específicas.

É neste contexto que temos tido muito orgulho do trabalho desenvolvido com a Prova AMRIGS que teve, em sua última edição, um recorde de participantes, consolidando-se no cenário científico da medicina brasileira. Ao todo, foram 6,5 mil estudantes de medicina e demais cursos ligados à saúde que fizeram a prova em quinze municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. O procedimento é usado na avaliação de conhecimentos médicos e para seleção de programas de Residência Médica.

Este quadro reforça a ideia de que não faltam médicos no Brasil e tampouco de que é preciso a abertura de novas faculdades de medicina. Ao invés disso, é preciso melhorar a saúde como um todo e investir na qualidade do ensino de todos os profissionais que entram para o mercado de trabalho.

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Mais setor privado e fechamento de hospitais pequenos seriam benéficos na saúde, segundo BIRD https://www.saudegaucha.com/debates/mais-setor-privado-na-saude-e-fechamento-de-hospitais-pequenos-seriam-beneficos-segundo-bird/ https://www.saudegaucha.com/debates/mais-setor-privado-na-saude-e-fechamento-de-hospitais-pequenos-seriam-beneficos-segundo-bird/#respond Sat, 06 Apr 2019 02:40:53 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2318 Relatório do Banco Mundial defende mais presença do setor privado na saúde brasileira e o aumento de gastos com a atenção primária de saúde, com redução de recursos para os serviços de média e alta complexidade. O relatório do banco sobre o SUS, o Sistema Único de Saúde, foi apresentado em audiência pública (4/4) na […]

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Relatório do Banco Mundial defende mais presença do setor privado na saúde brasileira e o aumento de gastos com a atenção primária de saúde, com redução de recursos para os serviços de média e alta complexidade. O relatório do banco sobre o SUS, o Sistema Único de Saúde, foi apresentado em audiência pública (4/4) na Comissão de Seguridade Social da Câmara pela economista sênior da instituição Edson Araújo.

>> Para Banco Mundial, SUS não é sustentável; universalidade seria o problema

Parte do Sistema das Nações Unidas, o Banco Mundial faz empréstimos a países em desenvolvimento. Uma das propostas da instituição é que os médicos da família cheguem a 100% da população. Segundo o representante do banco, quanto mais eficiente é a atenção primária, mais eficiente é o sistema como um tudo, já que são evitadas internações.

>> Com novo status, Atenção Primária será o eixo central na política de saúde do país

Mais polêmica, segundo o próprio representante do Banco Mundial, é a proposta de fechar hospitais pequenos em municípios, para aumentar a oferta de serviços hospitalares em grande escala. Conforme Edson Araújo, os hospitais pequenos são ineficientes, e neles a qualidade é menor.

“O Brasil tem muito hospital pequeno. 80% dos hospitais brasileiros têm até 100 leitos e 55% têm até 50 leitos. São os hospitais de pequeno porte. E tem dois problemas nesses hospitais: o primeiro problema é que esses hospitais são altamente ineficientes, porque eles têm baixa taxa de ocupação e alta taxa de mortalidade hospitalar. E a segunda é que as pessoas morrem mais nesses hospitais.”

Edson Araújo destacou que, mantido o mesmo padrão de gastos do Brasil com saúde, mais eficiência na gestão poderia resultar em ganhos de 898 bilhões de reais até 2030. Outra proposta do Banco Mundial é expandir a provisão privada de serviços de saúde, por meio de Organizações Sociais, as OSS. Para ele, esses hospitais têm melhor desempenho, produtividade e qualidade do que os hospitais com gestores públicos.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, concorda com o relatório do Banco Mundial, que, segundo ele, está sendo guia para o governo brasileiro. Ele concorda, por exemplo, com a expansão do modelo de hospitais geridos por organizações sociais.

Porém, para o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Junqueira, o problema principal do sistema de saúde brasileiro não é a gestão, mas o subfinanciamento.

“O Brasil dá hoje dois orçamentos do Ministério da Saúde em renúncia fiscal. Enquanto o orçamento do Ministério da Saúde é de 128 bilhões por ano, nós abrimos mão de 300 bilhões por ano em renúncia fiscal, em fabricação de motocicletas, em linha branca, em caminhões, renúncia de imposto de renda. Então, o Brasil precisa discutir isso, trazer isso para a pauta.”

Também gerou debate na audiência a sustentabilidade do sistema de saúde brasileiro. O relatório do Banco Mundial aponta que o SUS tem problema de sustentabilidade, por conta do crescimento dos gastos de saúde acima do crescimento do PIB, Produto Interno Bruto. Essa visão foi apoiada por Carlos Augusto Ferraz, representante do Tribunal de Contas da União,

Para alguns deputados como o ex-ministro da Saúde, Ricardo Barros, do PP do Paraná, que pediu a audiência, a capacidade de arrecadação do governo não sustenta um sistema de saúde universal e integral. Também ex-ministro da Saúde, o deputado Alexandre Padilha, do PT de São Paulo, acredita que o esforço do governo deve ser de ampliar o acesso aos serviços de saúde, e não de economizar na saúde e direcionar recursos para outros setores.

Fonte: Câmara dos Deputados, por Lara Haje (texto)

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Para Banco Mundial, SUS não é sustentável; universalidade seria o problema https://www.saudegaucha.com/debates/para-banco-mundial-sus-nao-e-sustentavel-universalidade-seria-o-problema/ https://www.saudegaucha.com/debates/para-banco-mundial-sus-nao-e-sustentavel-universalidade-seria-o-problema/#respond Sat, 06 Apr 2019 02:16:46 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2311 Em audiência pública na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (3), o economista sênior do Banco Mundial Edson Araújo disse o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil tem problema de sustentabilidade, por conta do crescimento dos gastos de saúde acima do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2003 e […]

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Em audiência pública na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (3), o economista sênior do Banco Mundial Edson Araújo disse o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil tem problema de sustentabilidade, por conta do crescimento dos gastos de saúde acima do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2003 e 2017. Questionado por parlamentares, porém, ele ponderou que o banco não defende a redução dos gastos no setor no País.

>> Mais setor privado e fechamento de hospitais pequenos seriam benéficos na saúde, segundo BIRD

Ex-ministro da Saúde, o deputado Ricardo Barros (PP-PR), que pediu o debate, acredita que os problemas do SUS são sobretudo de gestão. Mas, para ele, o sistema universal integral não é sustentável. “A capacidade de arrecadação do governo não permite dar tudo para todos”, disse.
Essa também é a visão do deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), que criticou a universalidade. Conforme ele, em seu estado – Roraima – o sistema está disponível para migrantes venezuelanos. “Isso não é justo. Temos de discutir isso”, afirmou.

Para o deputado federal Ricardo Barros (PP/PR), ex-ministro da Sáude, o SUS integral não é sustentável, pois a capacidade de arrecadação do governo não permite dar tudo para todos
Para o deputado federal Ricardo Barros (PP/PR), ex-ministro da Saúde, o SUS integral não é sustentável, pois a capacidade de arrecadação do governo não permite dar tudo para todos (Foto: Lúcio Bernardo Júnior/Câmara dos Deputados)

Também ex-ministro da Saúde, o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) defendeu o direito à saúde para todo o brasileiro. Para ele, o esforço do governo deve ser de ampliar esse acesso, e não o de economizar na saúde e direcionar recursos para outros setores. “Vários estudos mostram que investir em saúde impacta positivamente no PIB também, ajuda a gerar emprego e desenvolvimento”, comentou.

>> Com novo status, Atenção Primária será o eixo central na política de saúde do país

Ex-secretário de saúde da Bahia, o deputado Jorge Solla (PT-BA) preocupa-se com o relatório do Banco Mundial. Para ele, essa visão de não sustentabilidade do SUS, incorporada pelo Estado brasileiro, pode levar a uma restrição do direito à saúde. Em relação à recomendação do Banco Mundial para melhorar eficiência de gestão, ele acredita que os gestores de saúde já fazem muito diante da falta de financiamento.

Ex-secretário de saúde da Bahia, o deputado Jorge Solla (PT/BA) preocupa-se com o relatório do Banco Mundial, e o direito à saúde não pode sofrer restrições
Ex-secretário de saúde da Bahia, o deputado Jorge Solla (PT/BA) preocupa-se com o relatório do Banco Mundial, e o direito à saúde não pode sofrer restrições (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Visão do TCU
Já Carlos Augusto Ferraz, representante do Tribunal de Contas da União (TCU), concorda com o Banco Mundial em relação à não sustentabilidade do SUS. Na visão dele, essa questão deverá ter que ser tratada pelo Brasil após a Reforma da Previdência. Ele afirmou que as recomendações do Banco Mundial são consistentes com as recomendações do TCU, por exemplo, em relação à implantação de redes integradas de atenção à saúde e ao fortalecimento à atenção básica.
Já o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Leonardo Vilela, destacou que a judicialização da saúde desorganiza o orçamento dos municípios. Segundo ele, o dinheiro da atenção primária de saúde e dos serviços de média e alta complexidade é desviado para atender às demandas judiciais.

O representante do TCU observou que judicialização é gerada pela própria Lei 12.401/11, que regulamenta a inclusão de novos remédios, tratamentos de saúde e equipamentos ao SUS. Para Ferraz, é preciso avaliar a revisão dessa legislação. Ele acredita que se deve definir o pacote de benefícios a ser coberto pelo SUS, conforme também recomendado pelo Banco Mundial.

Fonte: Agência Câmara dos Deputados, por Lara Haje (texto) e Marcelo Oliveira (edição)

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Perda de status de país livre de sarampo é retrocesso para o Brasil, diz pediatra https://www.saudegaucha.com/debates/perda-de-status-de-pais-livre-de-sarampo-e-retrocesso-diz-pediatra/ https://www.saudegaucha.com/debates/perda-de-status-de-pais-livre-de-sarampo-e-retrocesso-diz-pediatra/#respond Fri, 22 Mar 2019 03:04:45 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=1911 Apesar das baixas taxas de cobertura, a dose contra o sarampo sempre esteve disponível nos postos de saúde

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A perda do status de país livre do sarampo representa um retrocesso para o Brasil e as Américas, segundo avaliação da vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai. O anúncio de que o país vai perder o certificado de eliminação da doença foi feito pelo próprio Ministério da Saúde esta semana, após a confirmação de um caso no Pará, no fim de fevereiro.“É triste ver voltar uma doença que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil. A vacinação contra o sarampo mudou a mortalidade infantil, fez cair a mortalidade infantil. Conversando com um grupo de médicos como eu, que vi o sarampo, assinei muito atestado de óbito de criança que morreu por sarampo, ver a doença voltar é, sem dúvida alguma, um retrocesso que não precisava existir”, disse.>> Após caso no Pará, Brasil perderá status de país livre do sarampoEm entrevista à Agência Brasil, a pediatra, que atua há mais de 30 anos na área de imunização, defendeu estratégias com foco na comunicação com a população e na capacitação de profissionais. Ela lembrou que, apesar das baixas taxas de cobertura, a dose contra o sarampo sempre esteve disponível nos postos de saúde.

“Todos os anos, a gente tem a campanha de atualização da caderneta de vacinação. Antigamente, era uma campanha só para o sarampo. Agora, passou a ser um dia para atualizar todas as doses em atraso.”

A especialista afirmou que é necessário resgatar a memória sobre a importância da vacina na imunização e a compreensão de que, mesmo não tendo a doença, se parar de vacinar, o mal pode voltar.

“Parece que as pessoas hoje prestam mais atenção em fake news, numa informação que não é verdadeira, e não valorizam a doença. Antigamente, quando o ministério fazia uma campanha contra o sarampo, as famílias iam correndo porque viam os amiguinhos dos filhos morrerem ou adoecerem por sarampo. Hoje em dia, ninguém mais vê sarampo.”

Reversão do quadro
Para Isabella Ballalai, o Brasil tem chance de reverter o quadro de surto de sarampo e reconquistar a condição de país livre da doença. Segundo ela, o brasileiro, em geral, acredita nas vacinas, mas precisa ser mais bem informado e ter maior facilidade no momento de acessar a dose.

A pediatra destacou que o país conta atualmente com cerca de 36 mil salas de vacinação na rede pública, mas o funcionamento desses locais precisa ser revisto.

“Os postos ainda funcionam em horário comercial e param para almoço. Precisamos rever isso porque as famílias trabalham. Na realidade, o que a gente precisa é parar o que está sendo feito e rever como fazer. Vacina a gente tem. Sala de vacinação a gente tem. Brasileiros que acreditam em vacinação são maioria. O antivacinismo não é um problema grande no Brasil, é muito pequeno e não é esse o motivo que faz com que as pessoas não se vacinem.”

Vacinação
A vice-presidente da SBIm reforçou que a vacinação contra o sarampo, em particular, não é prevista apenas para crianças – adultos até 49 anos também precisam ser imunizados. No Amazonas, segundo ela, a maior parte dos casos foi identificado em adultos, não em crianças. Esse, na avaliação da especialista, é outro grande desafio na busca pelo certificado de eliminação da doença.

“A gente precisa ter a população adulta vacinada. O ministério oferece a vacina gratuitamente para eles. Essa comunicação é a mais difícil de ser entendida – fazer essas pessoas irem tomar vacina. Não é vacina de criança, é vacina de todos nós. O sarampo é mais grave em adultos do que em crianças, e o adulto ainda transmite para a criança que não está vacinada. A gente precisa vacinar, pelo menos, todos até os 49 anos de idade”, afirmou.

Números
De 1º de janeiro a 19 de março deste ano, foram confirmados laboratorialmente 28 casos de sarampo em dois estados do Brasil, sendo 23 no Pará e cinco no Amazonas. Os casos, de acordo com o Ministério da Saúde, estão relacionados à cadeia de transmissão iniciada no país em 19 de fevereiro do ano passado.

Durante todo o ano de 2018, foram confirmados 10.326 casos de sarampo, sendo 9.803 no Amazonas, 361 em Roraima e 79 no Pará. O pico da doença foi registrado em julho passado, quando 3.950 casos foram contabilizados.

Fonte: Agência Brasil, por Paula Laboissière 

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A cada 60 minutos uma criança ou adolescente morre por arma de fogo https://www.saudegaucha.com/debates/no-brasil-a-cada-60-minutos-uma-crianca-ou-adolescente-morre-por-arma-de-fogo/ https://www.saudegaucha.com/debates/no-brasil-a-cada-60-minutos-uma-crianca-ou-adolescente-morre-por-arma-de-fogo/#respond Wed, 20 Mar 2019 13:54:37 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=1870 Entre 1997 e 2016, mais de 145 mil jovens com até 19 anos faleceram em consequência de disparos

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A cada 60 minutos, uma criança ou um adolescente morre no Brasil em decorrência de ferimentos por arma de fogo. Entre 1997 e 2016, mais de 145 mil jovens com até 19 anos faleceram em consequência de disparos acidentais ou intencionais, como em casos de homicídio e suicídio. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado hoje (20) pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

>> Escolas não estão preparadas para lidar violência e conflitos, destaca especialista

De acordo com o estudo, que considerou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, em 2016, ano mais recente disponível, foram registrados 9.517 óbitos entre crianças e adolescentes no país. O número é praticamente o dobro do identificado há 20 anos – 4.846 casos em 1997 – e representa, em valores absolutos, o pico da série histórica.

O levantamento mostra que, a cada duas horas, uma criança ou adolescente dá entrada em um hospital da rede pública de saúde com ferimento por disparo de arma de fogo. Entre 1999 e 2018, foram registradas quase 96 mil internações de jovens com até 19 anos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Despesas
As principais causas externas de morte por arma de fogo nessa faixa etária estão relacionadas a homicídios (94%), seguidos de intenções indeterminadas (4%), suicídios (2%) e acidentes (1%). No caso das internações, embora as tentativas de homicídio continuem na liderança (67%), é bastante expressivo o volume de acidentes (26%) envolvendo arma de fogo.

A avaliação contabilizou ainda as despesas diretas do SUS com pacientes atendidos após contato com armas de fogo. Nos últimos 20 anos, as internações de crianças e adolescente provocadas por disparos custaram mais de R$ 210 milhões aos cofres públicos.

O estudo considerou causas de morbidade hospitalar e mortalidade identificadas nas bases oficiais do Ministério da Saúde como acidentais, suicídios ou tentativas de suicídio, homicídios ou tentativas de homicídio e intenções indeterminadas.

Fonte: Agência Brasil 

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Falta de reflexão e divulgação instantânea são as maiores causas das fake news na saúde https://www.saudegaucha.com/debates/falta-de-reflexao-e-divulgacao-instantanea-sao-as-maiores-causas-das-fake-news-na-saude/ https://www.saudegaucha.com/debates/falta-de-reflexao-e-divulgacao-instantanea-sao-as-maiores-causas-das-fake-news-na-saude/#respond Tue, 19 Mar 2019 19:38:25 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=1835 A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) discute nesta semana como as chamadas fake news – informações falsas veiculadas sobretudo em redes sociais – afetam a saúde das pessoas. O II Seminário Internacional Relações da Saúde Pública com a Imprensa: Fake News e Saúde, que começou hoje (19) em Brasília, conta com mesas redondas e rodas de conversa entre […]

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) discute nesta semana como as chamadas fake news – informações falsas veiculadas sobretudo em redes sociais – afetam a saúde das pessoas. O II Seminário Internacional Relações da Saúde Pública com a Imprensa: Fake News e Saúde, que começou hoje (19) em Brasília, conta com mesas redondas e rodas de conversa entre jornalistas, pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes e interessados no tema.

Na cerimônia de abertura, a diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, lembrou da necessidade de se criar espaços cada vez mais abertos em torno de debates sobrefake news e destacou o desafio de comunicar algo tão importante e complexo como os temas envolvendo a saúde pública. “No momento em que organizamos um evento como este, é exatamente reforçando a comunicação como um espaço estratégico”.

Para Fabiana Damásio é preciso refletir sobre a divulgação instantânea de informações nas redes sociais  (Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil)

“Precisamos refletir sobre o que está acontecendo hoje no Brasil em termos de proliferação e divulgação instantânea de informações por meio de dispositivos e redes sociais”, disse, ao citar especificamente um áudio que circulou nas redes sociais no ano passado e que pedia às pessoas que não se imunizassem contra a febre amarela. “Precisamos abordar a questão de forma ética, crítica e vigilante”.

Para a coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz Rio de Janeiro, Elisa Andries, a comunicação, no âmbito da saúde pública, deve ser vista como uma questão prioritária e fundamental para que instituições como a própria Fiocruz sejam tidas como uma espécie de agente de checagem de informação. Ela citou áudios veiculados em redes sociais, em 2015, com informações falsas sobre infecções pelo vírus Zika no Brasil.

“As fake news na saúde são muito associadas ao medo. Elas se disseminam muito por conta do medo que as pessoas sentem em relação a doenças e patógenos”, disse. “A imprensa livre e forte também é importante para lutarmos contra as fake news. Vejo o jornalismo como um apoio importante pra trabalharmos juntos contra a disseminação de notícias falsas”, concluiu Elisa.

Fonte: Agência Brasil 

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Escolas não estão preparadas para lidar violência e conflitos, destaca especialista https://www.saudegaucha.com/debates/escolas-nao-estao-preparadas-para-lidar-violencia-e-conflitos-destaca-especialista/ https://www.saudegaucha.com/debates/escolas-nao-estao-preparadas-para-lidar-violencia-e-conflitos-destaca-especialista/#respond Mon, 18 Mar 2019 02:39:57 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=1790 Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, as escolas brasileiras não estão preparadas para lidar com questões de violência e conflitos. Apesar da legislação brasileira atribuir aos centros de ensino a responsabilidade de prevenção e combate à violência e à promoção da cultura de paz, os professores e funcionários, de maneira geral, não são instruídos de […]

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Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, as escolas brasileiras não estão preparadas para lidar com questões de violência e conflitos. Apesar da legislação brasileira atribuir aos centros de ensino a responsabilidade de prevenção e combate à violência e à promoção da cultura de paz, os professores e funcionários, de maneira geral, não são instruídos de forma adequada para episódios de ameaça e risco.

Tragédias como a que ocorreu na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na qual morreram 10 pessoas e 11 ficaram feridas, chamam atenção para a vulnerabilidade dos colégios para lidar com situações como essas, tanto na hora da prevenção quanto para lidar com a comunidade escolar após o ocorrido.

“Essas questões de convivência, de relacionamento, de sentimentos e emoções são tratadas ainda nas escolas brasileiras de maneira empírica”, disse a a diretora do Instituto Inspirare, Anna Penido. O Inspirare é uma organização que defende práticas e políticas públicas inovadoras em educação.

Em seguida, Anna Penido acrescentou que: “Cada escola, a partir de ter mais ou menos sensibilidade para isso, de ter mais ou menos professores preocupados com isso, de mais ou menos pessoas disponíveis para resolver essas questões, vão se organizando para dar conta. Não tem algo estruturado para dar conta desse trabalho”.

Responsabilidade

A responsabilidade das escolas com essas questões está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que estabelece o mínimo de conteúdo a ser ministrado aos estudantes desde o ensino infantil ao médio, prevê também o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. O que significa na prática que os alunos devem aprender a lidar, entre outras coisas, com as próprias emoções. A BNCC ainda está em fase de implementação.

Tiroteio na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, a 57 quilômetros de São Paulo, deixou mortos e feridos. Segundo a Polícia Militar, dois jovens armados e encapuzados invadiram o colégio e disparam contra os alunos.
Cerco policial na área ao redor à Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), onde houve o tiroteio – Rovena Rosa/Agência Brasil

“A escola é o primeiro lugar onde as crianças convivem fora do ambiente familiar e sem a família. Tem o lado da convivência, de respeitar o outro, de dividir, compartilhar com o outro. Isso é inato da natureza da escola”, disse Anna Penido.

A professora da faculdade de educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Telma Vinha ressaltou que colocar as medidas previstas em lei e na BNCC em prática “implica investir em formação de base e continuada de professores nessa área”. Telma é também coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (Gepem), que atua junto a escolas de Campinas.

Telma afirmou que para tratar de questões emocionais é necessário, além do investimento na própria escola e em formação, a colaboração entre a comunidade e também entre outras áreas, como a saúde. “Não é levar a responsabilidade para a escola, mas ela lida com convivência o tempo inteiro. Tem que oferecer um melhor olhar para isso.”

O Gepem disponibilizou o Protocolo de intervenção após casos de violência no esforço de ajudar escolas a melhorar a qualidade de convivência.

O protocolo, segundo Telma, pode ajudar a Escola Estadual Raul Brasil. “Esse protocolo descreve passos de ações que a escola pode ter para incentivar os estudantes e funcionários a se abrirem para que se fale sobre o problema e sobre os sentimentos. Tem várias dinâmicas, sugestões de vídeo e leitura.”

Fonte: Agência Brasil 

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Entidades médicas formam comissão para sugerir na resolução de Telemedicina https://www.saudegaucha.com/debates/entidades-medicas-formam-comissao-para-sugerir-na-resolucao-de-telemedicina/ https://www.saudegaucha.com/debates/entidades-medicas-formam-comissao-para-sugerir-na-resolucao-de-telemedicina/#respond Wed, 20 Feb 2019 16:57:08 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=1502 A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) firmaram o compromisso de entregar, em 45 dias, uma lista de alterações a serem incluídas na polêmica resolução 2.227/2018 do Conselho Federal de Medicina (CFM) […]

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A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) firmaram o compromisso de entregar, em 45 dias, uma lista de alterações a serem incluídas na polêmica resolução 2.227/2018 do Conselho Federal de Medicina (CFM) que define diferentes formas de interação entre profissionais e pacientes, a chamada Telemedicina. O tema foi tratado durante encontro realizado na noite de terça-feira (19/02), no auditório do Centro de Eventos AMRIGS, envolvendo médicos gaúchos, sociedades de especialidades e seccionais.

Telemedicina é regulamentada no país; atendimento deverá ser gravado

– O evento é muito importante porque a Telemedicina veio para ficar. A prática médica está associada a inovações e não temos dúvida disso. Porém, precisamos que sejam ouvidas as bases que são associações médicas regionais e sociedades de cada uma das especialidades. Fiquei feliz em ver a presença massiva dos médicos e de muitos jovens que contribuirão muito para discussão deste tema – afirmou o presidente da AMRIGS, Alfredo Floro Cantalice Neto.

CFM dá prazo de 60 dias para contribuições sobre Telemedicina

A Resolução 2.227/2018 do CFM reconhece uso da tecnologia para atendimentos médicos à distância e define diferentes formas de interação entre profissionais e pacientes.

– Há casos, nos quais, já há uma importante contribuição da tecnologia. O médico daqui, por exemplo, liga para outro colega e tira uma fotografia podendo ter uma segunda opinião médica de um especialista. Acreditamos que existam pontos polêmicos. Não se sabe, por exemplo, como seriam prestados serviços em localidades nas quais há uma dificuldade de acesso à internet. Como fica a segurança porque os dados dos pacientes precisam ser salvaguardados devidamente? Há um aplicativo sugerido, mas que só poderia ser comprado por grandes hospitais ou estabelecimentos porque será muito caro. Outra questão é saber quem vai executar: os médicos ou as operadoras de saúde? – completou Cantalice.

Conselhos Regionais de Medicina emitem nota sobre a Resolução n° 2.227/2018, que regulamenta a Telemedicina

Outro ponto que não foi tocado, segundo o presidente da AMRIGS, são honorários médicos. Como o médico que faz uma interconsulta será remunerado? Será pago pelo convênio? Como ficam os casos nos quais médicos atuam do outro lado da fronteira com outros países?

O Diretor Científico da AMRIGS, Marcos Mendonça, ressaltou que a primeira conclusão é que ninguém se posicionou contra a medida.

– Somos a favor do uso de tecnologias na saúde. Porém, como conclusão pedimos a revogação dessa resolução que precisa ser reescrita. Vamos reunir ideias apontadas pelos colegas médicos e sugerir os pontos a serem ajustados. Firmamos o compromisso para em 45 dias entregar uma nova redação que será apresentada ao Conselho Federal de Medicina – afirmou.

Em sua abordagem, o presidente do SIMERS, Marcelo Matias, lembrou que houve uma mobilização nacional contrária e que exige a imediata suspensão do andamento do processo.

– Não existe médico contra o progresso e avanço. Não há como se contrapor a tecnologia. Na verdade, no mérito em si, a Telemedicina é importante. Isto é algo que já existe quando se fazem laudos à distância ou trocam-se informações entre colegas. Somos estudiosos e ávidos por novidades. Entretanto, a forma como foi feita e alguns pontos que foram colocados são inaceitáveis. Precisamos parar com o processo porque ele foi feito de cima para baixo e sem ouvir as bases – disse.

O presidente do CREMERS, Eduardo Trindade, ressaltou que o tema medicina e a profissão médica são de interesse de toda a população.

– Não zelamos pela classe médica, mas sim pela sociedade. Essas transformações são um perigo não só para classe profissional, mas para toda população. Recebemos milhares de críticas ao modelo proposto. Estamos incorporando novas tecnologias, mas nenhum de nós teve conhecimento de discussões dessa resolução no âmbito nacional. Então, nosso pedido é que lutem pela revogação porque há inúmeros pontos no mínimo nebulosos e contrários a ética médica. Estejam seguros que nós, do Conselho, somos contrários a quase todos os pontos e queremos mostrar sugestões para que as novas tecnologias sejam incorporadas, mas de forma segura e em benefício dos profissionais e dos pacientes – afirmou.

Os presentes no plenário também relataram suas experiências durante o II Fórum de Telemedicina, promovido pelo CFM, em Brasília, no dia 07de fevereiro, onde, segundo os médicos, não ouve momento para discussão geral.

O Conselho Federal de Medicina foi representado pelo médico Cláudio Franzen, que defendeu as atitudes favoráveis do CFM em relação aos profissionais médicos.

Grupo de Trabalho

Presidentes
AMRIGS: Alfredo Floro Cantalice Neto
CREMERS: Eduardo Neubarth Trindade
SIMERS: Marcelo Marsillac Matias

Relatores:
Ércio Amaro Filho (AMRIGS)
Marcos Vinicius Ambrosini Mendonça (AMRIGS)
Mauro Scarpa (CREMERS)
Eduardo Machado (CREMERS)
Edson Machado (SIMERS)
Guilherme Peterson (SIMERS)

Fonte: AMRIGS

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