Sua Saúde – Saúde Gaúcha https://www.saudegaucha.com Informação para gestores e profissionais de saúde. Fri, 24 May 2019 11:00:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.1.1 https://www.saudegaucha.com/wp-content/uploads/2018/10/Saúde-Gaúcha-Favicon-2-100x100.png Sua Saúde – Saúde Gaúcha https://www.saudegaucha.com 32 32 Ministério diz que política anti-HIV/Aids não será prejudicada https://www.saudegaucha.com/governo/ministerio-diz-que-politica-anti-hiv-aids-nao-sera-prejudicada/ https://www.saudegaucha.com/governo/ministerio-diz-que-politica-anti-hiv-aids-nao-sera-prejudicada/#respond Wed, 22 May 2019 20:12:01 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2524 O Ministério da Saúde lamenta a interpretação equivocada do jornal Folha de S. Paulo, na coluna Painel, sobre a nova estrutura do Ministério da Saúde. Ao contrário do informado pelo jornal, a nova estrutura regimental promove maior integração entre as áreas do Ministério da Saúde, que busca reordenar ações e tomada de decisão das políticas […]

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O Ministério da Saúde lamenta a interpretação equivocada do jornal Folha de S. Paulo, na coluna Painel, sobre a nova estrutura do Ministério da Saúde. Ao contrário do informado pelo jornal, a nova estrutura regimental promove maior integração entre as áreas do Ministério da Saúde, que busca reordenar ações e tomada de decisão das políticas públicas em favor da população e melhor gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Cabe destacar que a reformulação foi identificada a partir de necessidades de implementar ações mais efetivas, eficientes e contemporâneas e está sendo realizada de forma a priorizar ações de assistência à saúde da população por meio das melhores evidências científicas e da incorporação das tecnologias que trazem benefício à população, sempre visando tornar mais eficaz o gasto público.

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O Ministério da Saúde esclarece que a estratégia de resposta brasileira ao HIV não será prejudicada com a reestruturação da Secretaria de Vigilância em Saúde. O Departamento de ISTs, Aids e Hepatites Virais agora passa a ser denominado Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Uma demonstração do equívoco da Folha de S. Paulo é a manutenção de Gerson Pereira, médico epidemiologista e servidor público federal do Ministério da Saúde, a frente do departamento. Com a permanência, a Secretaria de Vigilância em Saúde reitera a continuidade e valorização das políticas públicas.

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A intenção é trabalhar com as doenças mais comuns nas populações com maior vulnerabilidade e com os mesmos condicionantes sociais. Além disso, o HIV/Aids, a tuberculose e a hanseníase possuem características de doenças crônicas transmissíveis, com tratamento de longa duração, o que permite uma integração das ações. As pessoas vivendo com HIV, por exemplo, têm maior risco de desenvolver a tuberculose, além de ser um fator de maior impacto na mortalidade nesses casos. Também é comum que o diagnóstico da infecção pelo HIV seja feito durante a investigação/confirmação da tuberculose.

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Do ponto de vista programático, não haverá perda orçamentaria para o HIV/aids. O orçamento da área passou de R$ 1,7 bilhão em 2018 para R$ 2,2 bilhões em 2019. O Brasil é reconhecido internacionalmente pelo protagonismo e pioneirismo na assistência ao paciente com HIV/aids. A ampliação da assistência e a melhoria do diagnóstico são ações que continuarão sendo adotadas pelo departamento, visando garantir acesso ao tratamento e melhoria da qualidade de vida dessa população.

Fonte: Ministério da Saúde

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Governo quer cobrar de indústrias do cigarro gastos com fumantes https://www.saudegaucha.com/juridico/governo-quer-cobrar-de-industrias-do-cigarro-gastos-com-fumantes/ https://www.saudegaucha.com/juridico/governo-quer-cobrar-de-industrias-do-cigarro-gastos-com-fumantes/#respond Wed, 22 May 2019 02:39:30 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2514 A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Justiça Federal que condene as fabricantes de cigarros e suas matrizes no exterior a ressarcirem os gastos da rede pública de saúde com tratamentos de doenças causadas pelo tabaco nos últimos cinco anos. O valor a ser ressarcido ainda será calculado, caso a sentença seja favorável à União.Na […]

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A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Justiça Federal que condene as fabricantes de cigarros e suas matrizes no exterior a ressarcirem os gastos da rede pública de saúde com tratamentos de doenças causadas pelo tabaco nos últimos cinco anos. O valor a ser ressarcido ainda será calculado, caso a sentença seja favorável à União.Na ação civil pública que protocolou hoje (21), na Justiça Federal do Rio Grande do Sul, a AGU cobra o ressarcimento dos gastos da União com o tratamento de pacientes com 26 doenças cujo nexo causal epidemiológico com o consumo ou simples contato com a fumaça dos cigarros está cientificamente comprovada.

Um terço das mortes por câncer poderia ser evitada com hábitos saudáveis

Os alvos da ação são a Souza Cruz e a Philip Morris e suas controladoras internacionais. Juntos, os dois grupos detêm aproximadamente 90% do mercado nacional de fabricação e comércio de cigarros. No caso de câncer de pulmão, por exemplo, há estudos que, segundo a AGU, atestam que 90% da incidência da doença é consequência do uso do cigarro.

A AGU também pede à Justiça Federal que decrete a obrigação das indústrias tabagistas repararem proporcionalmente os custos que os cofres públicos terão nos próximos anos com os tratamentos e o pagamento de indenização por danos morais coletivos.

Segundo a AGU, o tratamento dos problemas de saúde causados pelo consumo de cigarros custam dezenas de bilhões de reais anuais à rede pública de saúde, enquanto o lucro da venda é enviada para o exterior.

Além de apontar a responsabilidade objetiva das empresas, os procuradores regionais da AGU que cuidam do caso fundamentaram a ação argumentando que, durante vários anos, as fabricantes de cigarro ocultaram da população os reflexos nocivos do cigarro, tendo omitido e manipulado informações e adotado estratégias comerciais que sugerem má-fé.

Ainda segundo a AGU, a ação não visa a proibição ou empecilho à atividade das fabricantes de cigarros, que, se condenadas, continuarão funcionando normalmente. A responsabilização civil e a compensação dos danos ocasionados pelo tabagismo faz parte dos compromissos dos mais de 180 países, dentre eles o Brasil, que assinaram a Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco (CQCT). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo.

Outro lado
A Souza Cruz informou que ainda não teve acesso ao conteúdo do processo, mas se surpreende com o texto da ação da AGU, que segundo publicado na imprensa, afirma que as empresas citadas detêm 90% do mercado. Segundo a empresa, a realidade, segundo dados do Ibope, é que 54% do mercado brasileiro é ilegal, sendo sua maior parte contrabandeada do Paraguai.

A Philip Morris informou que ainda não foi notificada do caso. “A Philip Morris Brasil não foi notificada do caso e aguardará para se posicionar”.

*Matéria atualizada às 20h15, para incluir posicionamento das empresas citadas
Fonte: Agência Brasil, por Alex Rodrigues 

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Medidas simples podem evitar infecção hospitalar https://www.saudegaucha.com/sua-saude/medidas-simples-podem-evitar-infeccao-hospitalar/ https://www.saudegaucha.com/sua-saude/medidas-simples-podem-evitar-infeccao-hospitalar/#respond Wed, 15 May 2019 20:23:45 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2477 No dia 15 de maio do ano de 1847, na Hungria, o médico-obstetra Ignaz P. Semmelweis defendeu e incorporou a prática da lavagem de mãos como atitude obrigatória para enfermeiros e médicos que entravam nas enfermarias. Uma simples, mas efetiva iniciativa que conseguiu reduzir a taxa de mortalidade das pacientes. Foi por esse motivo que […]

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No dia 15 de maio do ano de 1847, na Hungria, o médico-obstetra Ignaz P. Semmelweis defendeu e incorporou a prática da lavagem de mãos como atitude obrigatória para enfermeiros e médicos que entravam nas enfermarias. Uma simples, mas efetiva iniciativa que conseguiu reduzir a taxa de mortalidade das pacientes.

Foi por esse motivo que 15 de maio é o Dia Nacional de Controle das Infecções Hospitalares. A data chama a atenção de autoridades sanitárias, diretores de instituições e trabalhadores de saúde sobre a importância do controle das infecções.

Infecção hospitalar

Infecção hospitalar é aquela adquirida dentro do serviço de saúde, principalmente em enfermarias e UTIs e pode ser transmitida de um paciente para outro, assim como para os acompanhantes, se não adotadas as devidas medidas de proteção.

Estima-se que, no Brasil, a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 234 milhões de pacientes são operados por ano em todo o mundo. Destes, um milhão morre em decorrência de infecções hospitalares e sete milhões apresentam complicações no pós-operatório.

Lavar corretamente as mãos é a melhor prevenção para evitar essas infeções, também provocadas por falha nos procedimentos realizados pelos profissionais de saúde. “Higienização das mãos é a principal forma para evitar infecção. Quando a gente está em um ambiente hospitalar, nós temos várias bactérias em um mesmo ambiente. Por isso, toda vez que você (profissional de saúde) manipular qualquer coisa dentro desse ambiente que vai chegar para o paciente, é importante higienizar as mãos com sabonete líquido ou álcool em gel”, explica o Rafael de Mendonça, consultor técnico do Ministério da Saúde.

Prevenção
Para prevenir a infecção hospitalar, as principais recomendações envolvem hábitos e cuidados dos pacientes e dos profissionais de saúde, além dos protocolos internos dos serviços de saúde.
O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) do Ministério da Saúde, criado para contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional, é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde, com a finalidade de oferecer uma assistência segura.

A maior parte das infecções hospitalares é provocada por micro-organismos presentes no próprio paciente. Em geral, são micro-organismos que já vivem no nosso corpo ou no meio ambiente e se aproveitam quando o sistema de defesa do paciente está mais frágil.

As infecções adquiridas em serviços de saúde podem ser provocadas também por falha nos procedimentos realizados pelos profissionais de saúde e serem transmitidas pelas mãos do profissional, por materiais ou por contato com outros pacientes infectados.

Pessoas internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) têm ainda maior probabilidade de contrair infecções, pois o uso de equipamentos invasivos, como cateter e respirador (para ventilação mecânica), facilitam a entrada de bactérias e vírus. Lesões na pele do paciente também são portas de entrada para essas infecções. Por isso, a higiene das mãos antes e depois de uma visita ou contato com o paciente é uma das recomendações mais básicas na prevenção de infecções.

Pacientes e acompanhantes de pessoas internadas ou em ambulatórios também podem ajudar na prevenção das infecções com medidas adequadas e lembrando algumas informações para ajudar os profissionais de saúde durante o atendimento.

O objetivo do programa é prevenir as infecções e dar segurança aos pacientes, além de garantir que todos estejam bem informados sobre os cuidados a serem tomados.

Fonte: Ministério da Saúde

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53% da população do país está com excesso de peso https://www.saudegaucha.com/sua-saude/53-da-populacao-do-pais-esta-com-excesso-de-peso/ https://www.saudegaucha.com/sua-saude/53-da-populacao-do-pais-esta-com-excesso-de-peso/#respond Tue, 09 Apr 2019 01:06:59 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2340 Uma pesquisa do Ministério da Saúde indica que 53% da população brasileira estão com excesso de peso e 45,8% praticam uma atividade física insuficiente. Os valores foram registrados na Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Saúde Suplementar). Feito em 2017, o estudo envolve entrevistas feitas por meio […]

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Uma pesquisa do Ministério da Saúde indica que 53% da população brasileira estão com excesso de peso e 45,8% praticam uma atividade física insuficiente. Os valores foram registrados na Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Saúde Suplementar).

Feito em 2017, o estudo envolve entrevistas feitas por meio do telefone, com participação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os números estão longe da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pretende reduzir a inatividade física em 15% até 2030, em todo o mundo.

>> Tamanho exagerado de porções em restaurantes contribui para obesidade

Segundo pesquisa da OMS em 2018, o número de pessoas que faziam atividades insuficientes totalizava 1,4 bilhão de pessoas. “Acredita-se que um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física de forma suficiente”, disse o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel.

Neste fim de semana, quando se comemoram o Dia da Atividade Física (6) e o Dia Mundial da Saúde (7), a ANS lança o projeto Movimentar-se É Preciso. Por meio do seu Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos de Doenças (Promoprev), a agência está estimulando as operadoras de saúde a realizarem programas voltados a atividades físicas para seus beneficiários nestes dois dias.

>> Sedentarismo, o mal do século, é o quarto fator de mortes no mundo

Crescimento
Atualmente, existem 1.822 programas Promoprev cadastrados junto à ANS, contemplando cerca de 2,25 milhões de beneficiários de planos de saúde. O número de programas cresceu 432% em sete anos. Das 743 operadoras médico-hospitalares ativas com beneficiários, 394 –53% do total – têm programas desse tipo na ANS. Das 394 operadoras exclusivamente odontológicas ativas com beneficiários, somente 15 (4,27%) têm programas na ANS.

Para apoiar os esforços dos países e comunidades em atingir a meta de redução de sedentarismo, a OMS lançou, no último ano, um plano de ações que incentiva as pessoas a estar mais ativas todos os dias. As operadoras que quiserem saber mais detalhes podem acessar o portal da OMS ou entrar em contato com a ANS por meio do e-mail promoprev@ans.gov.br.

>> Estudo nacional analisará alimentação e nutrição de crianças; dez municípios do RS serão visitados

Prevenção
O diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS enfatizou que a atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), entre as quais se incluem as doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, além das doenças mentais.
Segundo a ANS, essas enfermidades são responsáveis por 71% de todas as mortes no mundo, incluindo as mortes de 15 milhões de pessoas por ano entre 30 e 70 anos. Além de constituir um desafio para a saúde, a inatividade física custa cerca de US$ 54 bilhões em todo o mundo em assistência médica direta, dos quais 57% são incorridos pelo setor público.

O Promoprev quer reduzir os índices elevados de obesidade no país. A ANS elaborou um manual de diretrizes de enfrentamento da obesidade na saúde suplementar nacional e procura incentivar as operadoras a desenvolver projetos para beneficiar os consumidores. O guia está disponível na página da agência: www.ans.gov.br.

Fonte: Agência Brasil 

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Sedentarismo, o mal do século, é o quarto fator de mortes no mundo https://www.saudegaucha.com/geral/sedentarismo-o-mal-do-seculo-e-o-quarto-fator-de-mortes-no-mundo/ https://www.saudegaucha.com/geral/sedentarismo-o-mal-do-seculo-e-o-quarto-fator-de-mortes-no-mundo/#respond Sat, 06 Apr 2019 15:07:11 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2326 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é a quarto maior fator de risco de mortes no mundo. No Brasil, pelo menos três em cada cem mortes no país podem ter influência do sedentarismo. Hoje (6), comemora-se o Dia Mundial da Atividade Física, e é sempre bom lembrar a sua prática é fundamental […]

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é a quarto maior fator de risco de mortes no mundo. No Brasil, pelo menos três em cada cem mortes no país podem ter influência do sedentarismo. Hoje (6), comemora-se o Dia Mundial da Atividade Física, e é sempre bom lembrar a sua prática é fundamental para o corpo e a mente.

Segundo o Ministério da Saúde, 1,3 milhão do total de mortes registradas em 2017 (34.273 mil) estão relacionados às doenças como o diabetes, câncer de mama e de cólon, e cardiovasculares. Esses males estão relacionados à falta da atividade física no dia a dia.

Praticar esportes, sejam de baixo ou de alto impactos, é fundamental para o corpo e para a mente. O exercício regular desencadeia uma série de efeitos benéficos ao corpo. Além disso, caminhada, lutas e outras modalidades esportivas melhoram o condicionamento físico, auxiliam o controle de peso, alivia o estresse, melhora a qualidade do sono, entre outros benefícios que podem ser observados.

Segundo o preparador físico Márcio Atalla, em entrevista ao Blog Saúde, nosso corpo foi geneticamente programado para funcionar melhor quando recebe estímulos de movimento físico. Todas as suas funções acontecem com menos desgaste para os órgãos quando se trata de pessoas ativas. A atividade física feita de forma regular previne, ou melhora, uma série de doenças e problemas de saúde. Até mesmo complicações das funções cognitivas, como o Alzheimer, que conta única e exclusivamente com o exercício aeróbico regular como meio de prevenção.

Para ele, a saúde da população não vai bem, porque os hábitos são ruins. “A mudança de hábitos é uma coisa complicada, que demanda muita vontade e disciplina. Todas as estatísticas mostram aumento em todas as complicações e doenças ligadas ao estilo de vida”, disse.

Pesquisa relaciona a pratica de exercícios a maior escolaridade
47% dos brasileiros que praticam atividade física possuem 12 anos ou mais de escolaridade, enquanto 23,3% têm entre zero e oito anos de estudo. Já 37% dos brasileiros que moram nas capitais praticam atividade física pelo menos 150 minutos por semana, que é o recomendado pela OMS. Os homens (43,4%) se exercitam mais do que as mulheres (31,5%). A faixa de 18 a 24 anos é a mais ativa, 49,1% da população tem o esporte inserido no cotidiano, seguidos pelos de 25 a 34 anos (44,2%). O levantamento é Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2017), do Ministério da Saúde.

Em Porto Alegre o índice é de 35,3%, menor que Florianópolis e Curitiba
As capitais brasileiras onde se pratica mais atividade física são o Distrito Federal (49,6%), Palmas (45,9%) e Macapá (45,5%). Em Porto Alegre, o índice de atividade física ficou em 35,3%, abaixo das demais capitais do Sul que obtiveram 43,6 (Florianópolis/SC) e 41,6% (Curitiba/PR). Já São Paulo (29,9%), João Pessoa (34,45) e Recife (35,2%) têm os piores índices.  

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Estado tem 81 casos de dengue confirmados e outros 133 em investigação https://www.saudegaucha.com/geral/estado-tem-81-casos-de-dengue-e-133-estao-em-investigacao/ https://www.saudegaucha.com/geral/estado-tem-81-casos-de-dengue-e-133-estao-em-investigacao/#respond Thu, 04 Apr 2019 22:21:34 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2285 Subiu para 42 o número de casos de dengue contraída dentro do estado, chamados de autóctones. O balanço foi publicado nesta semana pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), com dados até o último sábado (30 de março). Após o Rio Grande do Sul ter passado 2018 pela primeira vez sem casos transmitidos dentro […]

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Subiu para 42 o número de casos de dengue contraída dentro do estado, chamados de autóctones. O balanço foi publicado nesta semana pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), com dados até o último sábado (30 de março). Após o Rio Grande do Sul ter passado 2018 pela primeira vez sem casos transmitidos dentro do território, a doença neste ano já foi confirmada em 18 cidades. Dessas, a maior concentração é na região missioneira, com 19 casos em 10 cidades. Outros 19 municípios tiveram 39 casos importados, quando a pessoa pegou a dengue em outra unidade federativa.

>> Porto Alegre tem 24 casos de dengue; 19 deles contraídos na Capital

O panorama reforça a importância das medidas de prevenção, que em especial buscam evitar a existência de locais com água parada, onde o mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, o Aedes aegypti, se reproduz. Esta época do ano ainda é favorável à proliferação do inseto, em virtude das temperaturas ainda estarem elevadas aliado ao período de chuva.

>> Casos de dengue no Estado aumentam 170%

O município com o maior número de casos no ano é Porto Alegre, com 15 autóctones e 5 importados. Além da capital, a Região Metropolitana já teve casos com circulação local em Esteio (2 casos), Glorinha (1) e Ivoti (1). Na Região Norte, Erechim, Erval Seco, Marau e Tenente Portela registram um caso cada.

Na região missioneira, os casos estão distribuídos em Santa Rosa (5 confirmações), Cândido Godói (1), Horizontina (1), Ijuí (1), Panambi (3), Santo Ângelo (2), Santo Antônio das Missões (1), São Borja (1), Três de Maio (1) e Tuparendi (3).

Aumento das infestações
Das 497 cidades, 339 são consideradas infestadas pelo Aedes aegypti. O conceito refere-se aos municípios que tiveram focos do mosquito nos últimos 12 meses. São 20 cidades a mais do que no mesmo período do ano passado ou 93 em relação a 2017. A lista completa das cidades está disponível no Informativo Epidemiológico de Arboviroses publicado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).

País tem crescimento de 264% nos casos
Dados do Ministério da Saúde divulgados em março apontam um aumento de 264,1% dos casos de dengue no país, que passaram de 62,9 mil nas primeiras 11 semanas de 2018 para 229.064 no mesmo período deste ano (até 16 de março). O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 67%, sendo grande parte no estado de São Paulo.

Transmissão e prevenção
A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. O inseto tem em média menos de um centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, na cabeça e no corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, que é onde ele deposita os ovos. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto.

Recomenda-se:
– Tampar caixas d’água, tonéis e latões; Guardar garrafas vazias viradas para baixo; Guardar pneus sob abrigos; Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia; Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises; Manter lixeiras fechadas; e Manter piscinas tratadas o ano inteiro.

Fique atento aos sintomas
Febre alta (maior que 38,5°C), de início abrupto e que dura entre 2 e 7 dias; Dores musculares intensas; Dor ao movimentar os olhos; Mal-estar; Falta de apetite; Dor de cabeça; e Manchas vermelhas no corpo. 

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: Governo do Estado do RS, por Gonçalo Valduga (edição)

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Vacinação contra a gripe inicia com crianças e gestantes no dia 10 https://www.saudegaucha.com/geral/vacinacao-contra-a-gripe-inicia-com-criancas-e-gestantes-no-dia-10-de-abril/ https://www.saudegaucha.com/geral/vacinacao-contra-a-gripe-inicia-com-criancas-e-gestantes-no-dia-10-de-abril/#respond Tue, 26 Mar 2019 01:30:16 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=1979 A campanha de vacinação contra a gripe no Rio Grande do Sul se iniciará dia 10 de abril, uma quarta-feira. Ao todo, deverão ser vacinados mais de 3,7 milhões de pessoas dos grupos prioritários, sendo que a meta estabelecida é alcançar 90% desse público. >> Vacinação nacional contra a gripe será antecipada para 10 de […]

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A campanha de vacinação contra a gripe no Rio Grande do Sul se iniciará dia 10 de abril, uma quarta-feira. Ao todo, deverão ser vacinados mais de 3,7 milhões de pessoas dos grupos prioritários, sendo que a meta estabelecida é alcançar 90% desse público.

>> Vacinação nacional contra a gripe será antecipada para 10 de abril

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), esse ano o público das crianças – abrangendo agora as maiores de 6 meses e menores de 6 anos de idade – gestantes serão priorizados devido ao baixo índice de imunização nesses dois grupos registrado em 2018. Até o dia 18 de abril o foco estará somente nesses dois grupos prioritários.

>> Conheça as vacinas contra gripe aprovadas para 2019

Já partir do dia 22, acontecerá a vacinação dos demais grupos – como as pessoas acima dos 60 anos, doentes crônicos e professores. O Dia D, que é data da principal mobilização em nível nacional será em 4 de maio.

CALENDÁRIO NACIONAL – No dia 15 de março o governo federal anunciou que a vacinação contra a gripe ocorrerá entre 10 de abril e 31 de maio, cerca de duas semanas antes em relação ao tempo médio dos anos anteriores.

Os grupos recomendados para a vacinação contra a gripe são gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, crianças de seis meses e menores de cinco anos, portadores de doenças crônicas, trabalhadores da saúde, professores, indígenas e pessoas privadas da liberdade.

SOBRE A VACINA – Em 2019, a vacina contra a gripe protege contra três tipos de vírus Influenza: A (H1N1), A (H3N2) e B. Em relação à vacina do ano passado, a dose foi atualizada com subtipos diferentes nas cepas H3N2 e B, por isso a importância em se repetir a dose nesta temporada.

A vacina é produzida com vírus mortos, sem risco de causar infecção. A recomendação é que seja administrada ainda durante a campanha. Como o imuno leva em torno de 15 dias até gerar proteção ao organismo, com a vacinação neste período, a pessoa já chegaria mais segura ao inverno, época do ano na qual a circulação da doença aumenta.

CRIANÇAS E GESTANTES – Segundo a SES, as crianças e gestantes puxaram para baixo a cobertura no Estado ano passado, que fechou em 85% do total de pessoas elegíveis para a campanha. As crianças (que na época eram imunizadas as com até 5 anos), tiveram índice de 67% enquanto nas gestantes o resultado ficou em 72%.

FIQUE ATENTO ÀS DATAS

Grupos que podem receber a vacina a partir de 10/04:
– Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias)
– Gestantes (em qualquer idade gestacional)

Grupos que podem receber a vacina a partir de 22/04:
– Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias)
– Gestantes (em qualquer idade gestacional)
– Puérperas (mulheres até 45 dias após o parto)
– Pessoas com 60 anos ou mais
– Povos indígenas aldeados
– Trabalhadores de saúde dos serviços públicos e privados
– População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional
– Professores de escolas públicas e privadas
– Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (Doenças crônicas respiratórias, cardíacas, renais, neurológicas ou hepática; diabetes; imunossupressão; obesidade; transplantados ou pessoas com trissomias).

Fonte: saudegaucha.com, com informações da SES/RS e Ministério da Saúde

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Estilo de vida pode influenciar na prevenção do Câncer de intestino https://www.saudegaucha.com/geral/estilo-de-vida-pode-influenciar-na-prevencao-do-cancer-de-intestino/ https://www.saudegaucha.com/geral/estilo-de-vida-pode-influenciar-na-prevencao-do-cancer-de-intestino/#respond Tue, 26 Mar 2019 01:29:33 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2111 Informar, divulgar e orientar, são os principais objetivos do “Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino” celebrado nessa quarta-feira, 27 de março.  Criada para incentivar a prevenção do câncer colorretal, a data tem a intenção de compartilhar informações sobre a doença que agride o intestino grosso e o reto. A patologia pode estar aliada a […]

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Informar, divulgar e orientar, são os principais objetivos do “Dia Nacional de Combate ao Câncer de Intestino” celebrado nessa quarta-feira, 27 de março.  Criada para incentivar a prevenção do câncer colorretal, a data tem a intenção de compartilhar informações sobre a doença que agride o intestino grosso e o reto. A patologia pode estar aliada a uma alimentação inadequada, devido ao consumo de produtos industrializados, excesso de gorduras, alcoolismo e tabagismo. Estes fatores variam muito entre o homens e mulheres, porém vêm crescendo frequentemente entre o público feminino.

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Os casos de câncer colorretal tiveram um aumento considerável também em pessoas mais jovens devido a mudança do estilo de vida da população. O sedentarismo e a alimentação têm piorando cada vez mais com o passar dos anos, e estas características potencializam as chances de risco.

Segundo o Dr. Carlos Kupski, professor da Escola de Medicina da PUCRS e chefe do Serviço de Gastroenterologista do Hospital São Lucas da PUCRS, os tumores iniciam com uma pequena lesão, que dificilmente apresenta algum sintoma, pois o intestino vai se adaptando sem apresentar demais indícios. Pessoas com 50 anos já devem realizar exames para o rastreamento da doença. “A doença provém muito do histórico familiar, parentescos de primeiro e segundo grau possibilitam o aumento da margem destes casos, e a genética tem influência considerável. Além disso, algumas doenças predispõem um risco aumentado para o câncer de intestino,”, afirma.

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No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão ligado ao Ministério da Saúde, foram detectados 36.360 novos casos em 2018, sendo 17.380 homens e 18.980 mulheres.

Ainda segundo o médico, em algumas situações, o rastreamento deve ser feito antecipadamente, em especial quando o familiar quando o familiar teve a doença antes dos 50 anos, por exemplo.

Como me prevenir do câncer colorretal?
Alimentação saudável, dieta rica em fibras, alimentos integrais, verduras, frutas, legumes, cereais e grãos são elementos essenciais para ajudar a prevenir, pois estes ajudam a controlar o peso e também a remover toxinas do organismo, auxiliando também na manutenção do sistema digestivo. Alimentos processados consumidos demasiadamente devem ser revistos, carnes vermelhas e embutidos podem aumentar o risco para a doença. Assim como para outras enfermidades, a atividade física é muito recomendada, pelo menos 3 vezes por semana.

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Tratamento
De acordo com o Dr. Carlos Kupski, o tratamento varia de acordo com o estágio da doença. “Tradicionalmente, a cirurgia é o tratamento de escolha; porém, conforme o estágio da doença, poderá ser necessário de tratamento complementar com quimioterapia e ou radioterapia”, declara o médico.

Esse é um tumor com grande chance de cura, mas é importante não deixar a desejar nos cuidados. Portanto, é preciso um tempo de acompanhamento após o diagnóstico e tratamento, em especial nos primeiros 5 anos.

Fique Atento!
Mudanças no hábito intestinal podem estar relacionados à doença, como: Sangramento nas fezes, desconforto abdominal, aumento ou diminuição de idas ao banheiro comparado ao habitual. Converse com seu médico sobre como fazer exames de rastreamento.

Fonte: Hospital São Lucas da PUC RS

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Capital adota novas tecnologias no combate à tuberculose https://www.saudegaucha.com/geral/porto-alegre-usa-novas-tecnologias-no-combate-a-tuberculose-capital-e-a-4a-com-maior-numero-de-casos-no-pais-2/ https://www.saudegaucha.com/geral/porto-alegre-usa-novas-tecnologias-no-combate-a-tuberculose-capital-e-a-4a-com-maior-numero-de-casos-no-pais-2/#respond Sun, 24 Mar 2019 02:12:50 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=1968 Publicado originalmente em 08/02/19 A tuberculose é a doença infecciosa com maior mortalidade no mundo, sendo um grave problema de saúde pública. No Brasil, Porto Alegre é a quarta capital com o maior coeficiente de incidência da doença (81,7/100 mil habitantes). Em 2018, foram 1.373 novos casos, com taxa de cura de 56% e taxa […]

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Publicado originalmente em 08/02/19

A tuberculose é a doença infecciosa com maior mortalidade no mundo, sendo um grave problema de saúde pública. No Brasil, Porto Alegre é a quarta capital com o maior coeficiente de incidência da doença (81,7/100 mil habitantes). Em 2018, foram 1.373 novos casos, com taxa de cura de 56% e taxa de abandono de 24%. Para melhorar esse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) elaborou o Plano Municipal de Enfrentamento da Tuberculose, apresentado nesta sexta-feira, 8, no auditório do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers).

O prefeito Nelson Marchezan Júnior destaca a importância de trabalhar em parceria com a sociedade e agradeceu o apoio do Cremers na divulgação do plano de enfrentamento da tuberculose. “O desafio de Porto Alegre é unir forças para que possamos olhar a cidade, que é uma cidade de 1,5 milhão de habitantes. Esse plano é o exemplo de um grande esforço, de trabalho articulado”, afirma o prefeito.

O representante da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e do Programa Nacional de Combate à Tuberculose, Stefano Barbosa Codenotti, falou que o plano nacional, lançado em 2017, não veio para resolver o problema, mas pretende estimular que os municípios planejem estratégias para conseguir atender as pessoas com a doença, para que terminem o tratamento. “Porto Alegre é uma das principais capitais do ponto de vista epidemiológico. Se a experiência der certo aqui, pode ser exemplo a outras capitais brasileiras”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Pablo Stürmer, agradeceu a presença e a parceria de todos na estratégia de combate à doença. “Nosso desafio é encontrar soluções para velhos problemas, interligar informações, usar ferramentas de inovação para possibilitar que a rede de saúde possa acompanhar de perto os pacientes”, considera, destacando a importância de mapear os problemas para apontar soluções.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), Eduardo Trindade, a luta contra tuberculose é de toda a classe médica. “Parabéns a essa grande equipe da Saúde montada pelo prefeito Marchezan”, diz.

Enfrentamento – A coordenadora de Telessaúde e Telemedicina da SMS, médica Juliana Nunes Pfeil, explicou que entre as principais estratégias para combater a doença estão telemonitoramento e transição de cuidado, ambas iniciados em agosto de 2018. Segundo ela, a meta é chegar a 79% de taxa de cura até 2020. O monitoramento começou como piloto na região Partenon-Lomba do Pinheiro, que tem a maior incidência de tuberculose na cidade, sendo concluído em dezembro nas outras sete regiões de saúde (Leste-Nordeste, Restinga, Centro, Sul-Centro Sul, Norte-Eixo Baltazar, Noroeste-Humaitá/Navegantes-Ilhas, Glória-Cruzeiro-Cristal).

“As ações incluem formas de acesso eletrônico por e-mail, telefone e WhatsApp, como referência para médicos e demais profissionais da rede municipal de saúde que atenderem pacientes com suspeita ou diagnóstico de tuberculose”, informou Juliana. Também serão utilizados na transição de cuidado e encaminhamento à instituição de referência, no sentido de dar continuidade ao tratamento. “O telemonitoramento prevê contato direto com pacientes em tratamento e com as unidades de saúde”, completou. Além disso, há monitoramento integrado de todos os sistemas informatizados que contêm dados das pessoas com suspeita ou diagnóstico de tuberculose.

Outras ações incluem melhora no diagnóstico a partir de iniciativas como: disponibilizar o exame de baciloscopia em todas as unidades de saúde e nos Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD); facilitar o acesso ao tratamento: hoje, o paciente pode retirar o medicamento onde achar mais conveniente e não necessariamente em sua unidade de referência; e capacitar médicos da rede que são referência para a discussão de casos e implantação da vacina BCG nas maternidades.

O Plano Municipal de Enfrentamento da Tuberculose é apoiado pelo Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), que tem auxiliado na divulgação dos contatos da SMS para os médicos, facilitando a transição de cuidados dos pacientes e sua vinculação em uma unidade para tratamento. Também participaram do lançamento representantes de instituições hospitalares, os vereadores Moisés Barboza, Dr. Goulart, entre outras autoridades, profissionais da Atenção Primária, Atenção Hospitalar, Coordenação de Urgências, Vigilância em Saúde, médicos e enfermeiros.

Tuberculose – Na lista das cinco capitais com maiores incidências da doença estão Manaus (104,7 casos por 100 mil habitantes), Rio de Janeiro (88,5 casos), Recife (85,5 casos) e Belém (64,9 casos), além de Porto Alegre, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O Rio Grande do Sul é o Estado com maior quantidade de retratamentos da doença.

Uma das principais dificuldades no combate à doença é o abandono do tratamento, com uma taxa de 24% dos casos na Capital. Normalmente, o processo dura seis meses, mas pode se estender a um ano ou mais, conforme a multirresistência que o bacilo adquire após a interrupção. Alimentação desregrada e exposição a intempéries do clima e ambientes insalubres facilitam o contágio, por isso, a SMS tem trabalhado para ampliar, capacitar e intensificar o atendimento aos pacientes, sendo que as unidades de saúde oferecem tanto teste quanto tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Causada por uma bactéria (Bacilo de Koch) que ataca principalmente os pulmões – mas pode ocorrer em outras partes do corpo –, a doença é transmitida pelo ar. Tosse por mais de duas semanas, associada a um ou mais sintomas – transpiração excessiva à noite, cansaço, falta de apetite, emagrecimento e febre – pode configurar a doença. Nesse caso, a orientação é procurar a unidade de saúde para fazer o exame e, em caso positivo, iniciar o tratamento imediatamente.

O principal exame é a baciloscopia, que possibilita a análise direta da secreção excretada pelos pulmões. O tratamento consiste em medicação de uso regular, todos os dias, no mesmo horário, durante seis meses, no mínimo. Em caso de interrupção antes do previsto, a pessoa pode ter recidiva e desenvolver uma tuberculose resistente aos medicamentos do esquema básico. A tuberculose tem cura, desde que o tratamento tenha continuidade até o final.

O perfil epidemiológico da doença mostra que ela atinge predominantemente pessoas com baixa escolaridade, em sua maioria homens em idade produtiva. Entre os públicos de maior vulnerabilidade estão população em situação de rua, portadores de HIV/Aids, indígenas, população prisional e egressos e dependentes químicos.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

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Homens entre 25 e 40 anos são os mais afetados pela tuberculose https://www.saudegaucha.com/geral/homens-entre-25-e-40-anos-sao-os-mais-afetados-pela-tuberculose/ https://www.saudegaucha.com/geral/homens-entre-25-e-40-anos-sao-os-mais-afetados-pela-tuberculose/#respond Sun, 24 Mar 2019 01:58:04 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=1962 Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e ampliar o acesso à informação, o Ministério da Saúde lança, no domingo (24/3), uma campanha publicitária chamando a atenção para a importância de observar os sintomas da doença. A campanha será voltada para homens entre 25 e 40 anos, os mais afetados pela tuberculose. Com […]

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Para marcar o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e ampliar o acesso à informação, o Ministério da Saúde lança, no domingo (24/3), uma campanha publicitária chamando a atenção para a importância de observar os sintomas da doença. A campanha será voltada para homens entre 25 e 40 anos, os mais afetados pela tuberculose. Com um slogan “com o apoio de todos, vamos acabar com a tuberculose”, a campanha alerta para o diagnóstico precoce e o tratamento sem interrupção, essenciais para a cura da doença.

>> Domingo (24) é dia de combate à Tuberculose, doença infecciosa que mais mata jovens no mundo

As peças publicitárias serão veiculadas em rádio, redes sociais, cartazes, outdoors, painéis em rodoviárias, barcos, entre outros meios. Também foram firmadas parcerias com bancos, empresas de telefonia e outras empresas para ampliar a divulgação.

>> Porto Alegre usa novas tecnologias no combate à tuberculose; Capital é a 4ª com maior número de casos no país

A tuberculose é um desafio para os países. Em 2017, estima-se que 10 milhões de pessoas adoeceram por tuberculose e que a doença tenha causado 1,3 milhão de óbitos, o que a mantém entre as 10 principais causas de morte no planeta. A incidência da doença foi 34,8 casos por 100 mil habitantes. Em 2017, dados apontam 4.534 óbitos por tuberculose, resultando em um coeficiente de mortalidade de 2,2 óbitos/100 mil habitantes.

>> Leia também: Tuberculose tem tratamento garantido no SUS

O Brasil atingiu as Metas dos Objetivos do Milênio (ODM) de combate à tuberculose, que previa reduzir, até 2015, o coeficiente de incidência e de mortalidade da doença em 50% quando comparado com os resultados de 1990. Em 2018, foram registrados 72,8 mil casos novos no país.

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Apesar de ter avançado, o brasileiro deve ficar sempre alerta, como afirma Denise Arakaki, coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde. “Começar o quanto antes o tratamento, que é garantido gratuitamente nas unidades públicas de saúde, e mantê-lo até o final é essencial para atingir a cura da doença”, afirma Arakaki.

Para intensificar os esforços no combate à doença, o Ministério da Saúde lançou, em 2017, o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, que ratifica o compromisso com a OMS de acabar com a tuberculose como um problema de saúde pública. O plano apoia as três esferas de governo na identificação de estratégias para reduzir a incidência para menos de 10 casos por 100 mil habitantes e as mortes para menos de 1 óbito por 100 mil habitantes até 2035.

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Prevenção à tuberculose
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para a tuberculose sensível e resistente, além do tratamento da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis, com uma variedade de medicamentos. Para as crianças, a principal maneira de prevenir as formas graves da tuberculose é com a vacina BCG  também ofertada no SUS.

Outra forma é identificar a “infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis ” em pessoas que tiveram contato com alguém com tuberculose. Neste caso, é necessário procurar uma unidade de saúde, já que, pessoas que possuem o bacilo recebem medicamentos para prevenir o adoecimento.

Fonte: Ministério da Saúde, por Camila Bogaz

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