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Os desafios do médico jovem

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ARTIGO, por Alfredo Floro Cantalice Neto – Presidente da AMRIGS

As inovações tecnológicas e as mudanças no mercado de trabalho atual trazem uma nova realidade para os jovens médicos. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) está atenta a esses acontecimentos promovendo cursos e projetos que são direcionados aos que ingressam na carreira médica.

As ações do Departamento Universitário da AMRIGS são um exemplo, permitindo que os estudantes tenham conhecimento de tudo que a entidade pode fazer pelo seu crescimento profissional.

Foi com grande satisfação que vimos, também, a presença de diversos médicos jovens nos debates em que tratamos sobre a telemedicina, uma realidade que está, há alguns anos, sendo imposta e para o qual precisamos estar preparados. O nosso foco é que o jovem médico tenha o seu espaço no mercado de trabalho cada vez mais reconhecido e valorizado, tirando proveito, ao mesmo tempo, de todos os benefícios que as inovações tecnológicas proporcionam.

Desde os primórdios tempos, a medicina sempre tratou da cura e do bem-estar das pessoas. No século XX, surgiram as diretrizes curriculares no Brasil, responsáveis por guiarem o modo de formação do médico. Desde então, elas sofrem constantes atualizações, mas, agora, essas transformações são rápidas e impactantes. O aprendizado prático está cada vez mais próximo da teoria. Acadêmicos realizam atendimentos, conversam com pacientes, esclarecem dúvidas e tornam-se cada vez mais ativos no sistema de saúde, aprendendo com os mais experientes e oferecendo-lhes o seu conhecimento, principalmente, na área tecnológica.

Outro desafio constante é o equilíbrio entre ser um médico especialista ou generalista. Ao mesmo tempo em que o surgimento de novas doenças impõe conhecimento multidisciplinar, é preciso estar atento ao aprendizado avançado em áreas específicas.

É neste contexto que temos tido muito orgulho do trabalho desenvolvido com a Prova AMRIGS que teve, em sua última edição, um recorde de participantes, consolidando-se no cenário científico da medicina brasileira. Ao todo, foram 6,5 mil estudantes de medicina e demais cursos ligados à saúde que fizeram a prova em quinze municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. O procedimento é usado na avaliação de conhecimentos médicos e para seleção de programas de Residência Médica.

Este quadro reforça a ideia de que não faltam médicos no Brasil e tampouco de que é preciso a abertura de novas faculdades de medicina. Ao invés disso, é preciso melhorar a saúde como um todo e investir na qualidade do ensino de todos os profissionais que entram para o mercado de trabalho.

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