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Conceição inaugura Laboratório de Tuberculose no dia 11

Iniciativa, viabilizada com verba internacional, vai beneficiar pacientes do SUS, que terão tempo do resultado do exame reduzido de 60 para 30 dias

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Publicada em 04/12/18 – Atualizada em 06/12/18

Com o objetivo de atender à necessidade de ampliação de Laboratório Clínico do Hospital Conceição para realizar o diagnóstico da tuberculose, uma Parceria Público-Privada entre o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) e o Instituto de Pesquisa em Aids do Rio Grande do Sul (Ipargs) viabilizou a criação do Laboratório de Tuberculose. A inauguração ocorre no dia 11 de dezembro, às 9h, no Auditório Jahyr Boeira de Almeida, no Centro Administrativo GHC. Conforme explica o presidente do Ipargs, Breno Riegel Santos, médico infectologista e chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Conceição, manipular a cultura de tuberculose é perigoso, devido ao alto grau de infecção do bacilo causador da doença. Por isso, é necessário que o laboratório seja de nível 3 de proteção – NB 3, ou seja, com máxima segurança, possuindo pressão negativa – o ar de dentro do laboratório não poder sair do local – e capelas de fluxo.

A criação desse ambiente com pressão negativa gerou a necessidade de reforma do Laboratório Clínico, assim foi adaptada a área onde funcionava o Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same) para a construção do Laboratório de Tuberculose. A obra foi custeada com verba internacional, uma doação feita pelo Instituto de Pesquisa em Aids da Universidade da Califórnia (UCLA), dos EUA, por meio do Ipargs.

De acordo com Santos, a iniciativa é de grande importância tendo em vista que Porto Alegre é a capital brasileira com o maior coeficiente de incidência da doença, com 99 casos para cada 100 mil habitantes. O valor médio nacional é de 33 casos para cada 100 mil habitantes. O Brasil faz parte do grupo dos 22 países de alta carga priorizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo, ocupando a 16ª posição em número absoluto de casos. Com o diagnóstico e o tratamento adequados, é possível curar a doença.

Para o médico pneumologista do Hospital Conceição Roberto Targa Ferreira, com um laboratório desse nível, o GHC tem a possibilidade de ser referência terciária para tuberculose no Estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem apenas o Hospital Sanatório Partenon. Ferreira lembra que, em Porto Alegre, 30% dos casos de tuberculose são coinfectados com o vírus HIV. No Brasil, são cerca de 10% dos casos coinfectados.

Conforme a coordenadora do Laboratório de Análises Clínicas do Hospital Conceição, Andréa Cauduro Castro, no ano de 2017, o setor identificou um total de 188 culturas positivas, sendo 89,2% integrantes do Complexo Mycobacterium tuberculosis (CMT) e 10,8% das amostras sendo não tuberculosis (NMT). Estes dados, segundo ela, demonstram a importância de se poder verificar com mais rapidez o perfil de sensibilidade destas cepas. E é neste contexto que se insere o novo Laboratório da Tuberculose do GHC. Com as novas instalações, a instituição estará apta a realizar, com segurança, esta técnica do antibiograma, podendo abreviar o tempo de resposta, que hoje gira em torno de 60 dias, para algo em torno de 30 a 35 dias.

Fonte: Grupo Hospital Conceição

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