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Acidentes e mortes nas rodovias gaúchas aumentam no carnaval

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O número de mortes nas rodovias federais do Rio Grande do Sul aumentaram 16,7% no feriado de carnaval deste ano em relação ao feriado do ano passado. Em 2019 foram 6 ocorrências registradas e, este ano, 7. A porcentagem de mortes é mais que o dobro do crescimento médio de mortes nas estradas de todo o país, que aumentou 8% no mesmo comparativo. Já os acidentes em rodovias federais no Estado aumentaram 18,3% em 2020: foram 84 ocorrências este ano, ante 71 em 2019.

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Os números foram divulgados no balanço preliminar da Operação Carnaval 2020, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), nesta quinta-feira (27/02/20). Os números apontam ainda que em 2020 houve um crescimento de 6% no número de feridos em relação a 2019.

Já os atropelamentos de pessoas, saídas de pista e colisões frontais foram responsáveis por 68% das mortes no período. Os estados de Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais e Paraná concentraram 51% dos óbitos. Ao todo, a PRF registrou 1.213 acidentes, 1.574 feridos e 91 mortos.

A PRF registrou 10.899 ultrapassagens indevidas, correspondente a mais 24% em relação ao ano passado; e uso de celular, com 434 condutores autuados, significando mais 57% autuações.

Segundo apurou o jornal O Globo, chamou a atenção dos agentes também o salto de 64% nas autuações por embriaguez no trânsito — elas totalizaram 3.260 casos. Dirigir alcoolizado é um comportamento classificado pela PFR como potencializador de “risco e letalidade” nas estradas, assim como não utilizar o cinto de segurança (alta de 43% nas autuações este ano); ultrapassagens indevidas (24% a mais do que em 2019) e o uso de celular (salto de 57% ocorrências).

As ações da Operação Carnaval 2020 envolveram um efetivo com mais de 10 mil profissionais durante o período carnavalesco. Apesar do aumento de casos de mortes e feridos, a corporação registrou uma diminuição de 3% no número de acidentes. Análise prévia da PRF sobre as causas, aponta que 87% das mortes poderiam ter sido evitadas, pois tiveram a causa preliminar apontada relacionada a comportamento de risco por parte de condutores e pedestres.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, o aumento do número de vítimas nas rodovias administradas pelo governo federal coincide com o primeiro ano da gestão Jair Bolsonaro (sem partido), que mandou suspender a fiscalização por radares nessas estradas.

Em março, o presidente afirmou que extinguiria a fiscalização eletrônica nas estradas, mas foi impedido pela Justiça Federal, que determinou a manutenção dos aparelhos fixos.

Em agosto, então, Bolsonaro mandou, por meio de um despacho, que a PRF interrompesse o uso de radares móveis. Quatro meses depois, em dezembro, a Justiça determinou que a fiscalização com aparelhos móveis voltasse a ser feita.

Ainda segundo o jornal, ainda não é possível afirmar com segurança que o aumento do número de mortes tenha ocorrido devido à redução da fiscalização, segundo especialistas, uma vez que isso demandaria análises mais específicas sobre os locais onde esses acidentes ocorreram.

“Mas a gente sabe que tem questões de alteração de comportamento que a percepção da redução da fiscalização coloca, que a gente não pode ignorar. A fiscalização tem uma tendência a dissuasão”, afirmou à Folha Rafael Godoy, da Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito.

Número de acidentes de trânsito:

  2019 2020 variação
AC 3 6 100%
AL 9 12 33,3%
AM 3 1 -66,7%
AP 3 -100%
BA 61 62 1,6%
CE 42 30 -28,6%
DF 17 19 11,8%
ES 50 54 8%
GO 69 62 -10,1%
MA 21 16 -23,8%
MG 153 178 16,3%
MS 32 28 -12,5%
MT 34 33 -2,9%
PA 17 19 11,8%
PB 21 33 57,1%
PE 40 43 7,5%
PI 30 25 -16,7%
PR 152 137 -9,9%
RJ 71 82 15,5%
RN 10 30 200%
RO 19 24 26,3%
RR 7 6 -14,3%
RS 71 84 18,3%
SC 155 133 -14,2%
SE 11 8 -27,3%
SP 76 75 -1,3%
TO 5 10 100%
Total Geral 1.182 1.210 2.4%


Número mortes no trânsito:

  2019 2020 variação
AC 0 0
AL 2 2 0%
AM 0 0
AP 0 0
BA 3 11 266,7%
CE 2 1 -50%
DF 0 0
ES 5 3 -40%
GO 1 7 600%
MA 5 4 -20%
MG 9 12 33,3%
MS 3 2 -33,3%
MT 4 0 -100%
PA 2 4 100%
PB 2 0 -100%
PE 7 4 -42,9%
PI 3 1 -66,7%
PR 8 11 37,5%
RJ 7 2 -71,4%
RN 0 0
RO 1 2 100%
RR 2 1 -50%
RS 6 7 16,7%
SC 4 13 225%
SE 1 0 -100%
SP 3 3 0%
TO 4 1 -75%
Total Geral 84 91 9,3%


Por saudegaucha.com, com informações da Agência Brasil 

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