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Casos de dengue no Estado aumentam 170%; em 2019 já são 149

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Apesar de não ter ocorrido óbitos por causa da dengue em 2019, o Rio Grande do Sul registrou um aumento de 170% no número de casos notificados até o momento em relação ao ano passado. Em relação à febre Chikungunya foram computados 25 casos em 2019, contra 11 em 2018. Na incidência de Zika houve 12 casos em 2019 contra apenas um no ano passado (2018). Os dados foram confirmados hoje (25) pelo Ministério da Saúde. Até o dia 16 de março, foram notificados 149 casos contra 55 casos do ano anterior (2018). No Estado, a incidência é de 1,3 casos/100 mil habitantes, enquanto no país a taxa é de 109,9 casos/100 mil habitantes.

>> Porto Alegre tem dois novos casos de dengue contraídos no município; no Estado, ao todo, são 32

Mesmo como o expressivo aumento, o avanço da doença está bem abaixo da realidade nacional em 2019, onde o crescimento foi de 264% no mesmo período. Já o óbitos ocasionado pela doença aumentaram 67%, entre 30 de dezembro e 16 de março de 2019, em comparação ao mesmo período de 2018. São Paulo é o estado com a maior concentração de mortes por esse motivo.

>> Estado libera recursos para vigilância da dengue para 320 municípios

No dia 15 de março, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou a dois novos casos autóctones – contraídos na própria cidade, sem histórico de viagem – de dengue. Com esses, são 13 os casos autóctones confirmados no Estado este ano, sendo quatro em Porto Alegre. Foram confirmados ainda outros 19 registros importados – em pessoas que residem no RS e pegaram a doença em viagem a outros estados. Além da dengue, foram identificados também um caso autóctone de zika vírus (em residente de Gravataí) e um importado de febre chikungunya (em Porto Alegre). As três doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes.

Situação epidemiológica do estado em relação a dengue, chikungunya e zika:

RS Dengue Chikungunya Zika
2018 2019 2018 2019 2018 2019
Número de casos 55 149 11 25 1 12
Incidência 0,5 1,3 0,1 0,2 0,0 0,1

Fonte: Ministério da Saúde

Diagnóstico e tratamento são a melhor forma de evitar o agravamento da doença
Em relação aos óbitos, os profissionais devem ficar atentos. O aumento neste ano passou de 37 (2018) para 62 mortes, sendo que o estado de São Paulo representa 50% do total registrado em todo o país, com 31 mortes confirmadas.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Kleber, reforça que a melhor forma de evitar o agravamento e as mortes por dengue é com diagnóstico e tratamento oportunos. “O Brasil vem de dois anos seguidos com baixa ocorrência de dengue, portanto é necessário que os profissionais de saúde estejam atentos a esse aumento de casos. É preciso que eles estejam mais sensíveis e atentos para a dengue na hora de fazer o diagnóstico. Quanto mais cedo o paciente for diagnosticado e der início ao tratamento, menor o risco de agravamento da doença e de evoluir para óbito”, explica Wanderson.

Apesar do aumento dos casos, Ministério descarta epidemia, como a ocorrida em 2016
Ainda de acordo com o secretário, apesar do aumento expressivo no número de casos, a situação ainda não é considerada uma epidemia. No último ano de epidemia no país, em 2016, foram registrados 857.344 casos da doença no mesmo período. Contudo, ele reforça que é preciso intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti para que o número de casos de dengue não continue avançando no país.

Região Sul tem 2,9% dos casos do país
A região Sudeste apresentou o maior número de casos prováveis (149.804 casos; 65,4 %) em relação ao total do país, seguida das regiões Centro-Oeste (40.336 casos; 17,6 %); Norte (15.183 casos; 6,6 %); Nordeste (17.137 casos; 7,5 %); e Sul (6.604 casos; 2,9 %). As regiões Centro-Oeste e Sudeste apresentam as maiores taxas de incidência, com 250,8 casos/100 mil hab. e 170,8 casos/100 mil hab., respectivamente.

Contudo, alguns estados têm situação mais preocupante, por apresentarem alta incidência da doença, ou seja, estão com a incidência maior que 100 casos por 100 mil habitantes: Tocantins (602,9 casos/100 mil hab.), Acre (422,8 casos/100 mil hab.), Mato Grosso do Sul (368,1 casos/100 mil hab.), Goiás (355,4 casos/100 mil hab.), Minas Gerais (261,2 casos/100 mil hab.), Espírito Santo (222,5 casos/100 mil hab.) e Distrito Federal (116,5 casos/100 mil hab.).

Fonte: saudegaucha.com, com informações da SES/RS, Agência Brasil e Ministério da Saúde

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