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Nenhum dos oito pacientes curados de coronavírus em Porto Alegre esteve internado

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O prefeito de Porto Alegre Nelson Marchezan Jr. informou na manhã desta quarta-feira (25/03/20), por meio de uma rede social, que oito pessoas que estavam com coronavírus haviam sido curadas, sendo sete homens, com idades entre 18 e 68 anos, e uma mulher de 35 anos. O anúncio foi feito menos de 12h depois da confirmação do primeiro óbito por coronavírus na Capital – e também do Estado -, uma senhora de 91 anos que estava internada no Hospital Moinhos de Vento.

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Nos oito casos em que os pacientes foram curados, os sintomas de coronavírus foram fracos ou moderados, situações em que é recomendado somente o isolamento domiciliar, geralmente de 14 dias. Em nenhum casos a doença evoluiu para estágios mais avançados, em que os pacientes precisam ser internados em hospitais, e, portanto, pode ser tratada de maneira mais simples.

São indicadas medidas como repouso e consumo de bastante água, além da adoção de algumas recomendações para aliviar os sintomas, conforme a situação clínica de cada paciente, cabendo, por exemplo, o uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos), uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse. Contudo, as situações podem variar caso a caso.

Dos oito casos que tiveram cura, três são de pessoas que tiveram o contágio por meio de contato com caso confirmado de SP; dois de pessoas com histórico de viagens para França, Índia e Turquia; um por contato com colega de trabalho; um com viagem dentro do estado e um caso sem contato registrado. 

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Até ontem (24/03/20) à noite, Porto Alegre registrava 35 casos graves, em que os pacientes estavam internados em UTI
Também ontem (24/03/20), Marchezan Jr. informou que 35 pessoas estavam internadas em UTIs da Capital, sendo nove casos confirmados de coronavírus e outros 26 suspeitos. “Precisamos, de todas as formas, isolar e proteger a nossa população acima de 60 anos”, apelou na oportunidade o prefeito. “Pela minha janela (estou em quarentena), enquanto trabalhava, vi idosos caminhando, correndo, passeando com cachorro, jogando futebol com crianças. Estão arriscando a vida.”

Nos casos em que é necessária a internação hospitalar ou em UTIs são as situações mais graves, em que o simples isolamento domiciliar – acompanhado de cuidados – não resolve. Nestes quadros podem ocorrer a piora tardia da situação clínica e haver sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispneia (falta de ar).

Questionada sobre mais detalhes sobre o histórico da evolução clínica dos oito casos, a Secretaria Municipal da Saúde informou que esses pacientes foram os primeiros a serem diagnosticados positivo com a doença, não havendo mais detalhes sobre como cada um deles reagiu no período do isolamento domiciliar. Segundo boletim da SMS, estas oito notificações ocorreram entre os dias 08 e 14 de março. Neste período de sete dias, o registro oficial apontou o total de dez casos em Porto Alegre, sendo que até o dia 12/03/20 eram apenas sete confirmações, conforme quadro abaixo.

Casos por data de notificação em Porto Alegre (Fonte e arte: SMS/POA)

Como é o tratamento para o novo coronavírus
Até o momento, não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus.

Caso tipo 1 – Sintomas leves ou moderados
No caso do novo coronavírus, é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo: uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos), uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Caso tipo 2 – Sintomas fortes ou agudos
Quanto há progressão dos sintomas é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento. É importante, também, alertar sobre a possibilidade de piora tardia do quadro clínico e sinais de alerta de complicações como: aparecimento de febre (podendo haver casos iniciais sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor pleurítica (dor no peito), fadiga (cansaço) e dispneia (falta de ar).

O que é o isolamento domiciliar
Segundo a Agência Brasil, o isolamento serve para separar pessoas sintomáticas ou assintomáticas, em investigação clínica e laboratorial, de maneira a evitar a propagação da infecção e transmissão. Neste caso, é utilizado o isolamento em ambiente domiciliar, podendo ser feito em hospitais públicos ou privados.

Ainda segundo a norma do Ministério da Saúde, o isolamento é feito por um prazo de 14 dias – tempo em que o vírus leva para se manifestar no corpo – podendo ser estendido, dependendo do resultado dos exames laboratoriais.

Casos suspeitos que estão sendo investigados também devem ficar em isolamento. Se o exame der negativo, a pessoa é liberada da precaução.

“O isolamento não é obrigatório, não vai ter ninguém controlando as ações das pessoas. Ele é um ato de civilidade para a proteção das outras pessoas”, orientou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira. Já a quarentena, segundo o Ministério da Saúde, é uma medida obrigatória, restritiva para o trânsito de pessoas, que busca diminuir a velocidade de transmissão do novo coronavírus. Ambas são medidas de saúde pública consideradas fundamentais para o enfrentamento da pandemia e Covid-19.

Por saudegaucha.com


Atenção: o conteúdo a seguir foi atualizado às 00:59, de quarta-feira (25/03/20)

Porto Alegre registra a primeira morte por coronavírus; nove estão na UTI
O Rio Grande do Sul passou a integrar a lista de estados com óbitos pelo coronavírus. Na madrugada desta quarta-feira (25/03/20), a Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre confirmou a morte de uma idosa de 91 anos, que estava internada em UTI. Este caso é o primeiro registro oficial de morte pela pandemia na Capital e no Estado. 

O prefeito Nelson Marchezan Jr. alertou em uma rede social que já são 35 pessoas internadas em UTIs da Capital, sendo nove casos confirmados de coronavírus e outros 26 suspeitos. “Precisamos, de todas as formas, isolar e proteger a nossa população acima de 60 anos”, apelou o prefeito. “Pela minha janela (estou em quarentena), enquanto trabalhava, vi idosos caminhando, correndo, passeando com cachorro, jogando futebol com crianças. Estão arriscando a vida.”

Marchezan alertou que, nesse momento, quando as pessoas são testadas, já não é possível saber a noção da gravidade do caso, devido ao estágio de transmissão comunitária. “Passamos a medir (quantificar os casos) por pessoas hospitalizadas. Já temos 9 internados na UTI e mais 26 na UTI aguardando teste”, lamentou. “Sem pânico, pois as medidas de segurança são simples: isolamento. Mas o momento é muito grave, precisamos da conscientização e participação de todos.”

O prefeito destacou que a pandemia não é uma questão jurídica ou ideológica, mas fática e de saúde. “Lamentamos muito, e esperamos que nossas medidas possam evitar que isso seja uma constante em nossa cidade. Mas precisamos de todos”, disse.

Porto Alegre
Somente nesta terça-feira, foram confirmados 12 casos novos, além de um considerado inconclusivo que havia sido listado na segunda-feira, totalizando, assim, 13 casos novos em um dia. O total de casos em Porto Alegre é de 81. Outros 66 casos continuam em investigação, e 305 suspeitas foram descartadas.

Rio Grande do Sul
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), até esta terça-feira (24/03/20), foram notificados 2.726 casos, com a confirmação de 112 casos, em 35 municípios. Outros 826 foram descartados e 204 casos suspeitos seguem em investigação para COVID-19. Todos os casos descartados foram negativos para o SARS-CoV-2. Estão em análise para classificação outras 1.064 notificações. Entre os casos confirmados, 43 (38%) são do sexo feminino e 69 (62%) do sexo masculino. A faixa etária com maior número de casos é a dos 50 aos 69 anos, com 47 casos (42%).

Brasil
Com a primeira morte registrada em Porto Alegre e o óbito de um homem de 49 anos em Manaus (AM), o número vítimas do coronavírus chega a 48 no Brasil. Até a noite desta terça-feira (24/03/20) o total de de mortos no País era de 46, sendo 40 no estado de São Paulo e seis no estado do Rio de Janeiro. Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de letalidade já havia subido de 1,8% para 2,1%, entre esta segunda e terça-feira.

O total de casos confirmados saiu de 1.891 na segunda-feira, para 2.201 na terça-feira, um acréscimo proporcional de 16% e de 310 em números absolutos. O resultado de hoje marcou um aumento de 42% nos casos em relação a domingo, quando foram registradas 1.546 pessoas infectadas.

Como local de maior circulação do vírus no país, São Paulo também lidera o número de pessoas infectadas, com 810 casos confirmados. Em seguida vêm Rio de Janeiro (305), Ceará (182), Distrito Federal (160), Minas Gerais (130) e Santa Catarina (107).

Também registram casos confirmados Rio Grande do Sul (98), Bahia (76), Paraná (65), Amazonas (47), Pernambuco (42), Espírito Santo (33), Goiás (27), Mato Grosso do Sul (23), Acre (17), Sergipe (15), Rio Grande do Norte (13), Alagoas (nove), Maranhão (oito), Tocantins (sete), Mato Grosso (sete), Piauí (seis), Pará (cinco), Rondônia (três), Paraíba (três), Roraima (dois) e Amapá (um).

Por saudegaucha.com, com informações da Secretaria Estadual da Saúde e da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre

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