Saúde Gaúcha
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RS tem dois internados com suspeita de coronavírus; ao todo, são 21 casos suspeitos

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Em menos de 24 horas após a confirmação do primeiro caso de coronavírus do Brasil, em São Paulo, o número de pessoas oficialmente tratadas como suspeitas de ter o vírus no país é de 132. Contudo, segundo estimativas do próprio Ministério da Saúde, esse número pode chegar a 300.

Segundo o secretário-executivo do Ministério, João Gabbardo, informou nesta quinta-feira (27/02/20) esse número de 132 casos não é definitivo. “É muito maior”, disse ao informar que 213 notificações ainda não foram analisadas. “Elas podem ser todas consideradas suspeitas ou apenas uma parte, mas dá para a gente avaliar que, na verdade, temos perto de 300 casos suspeitos”, disse.

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O Rio Grande do Sul notificou 21 casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus. Segundo a Secretaria da Saúde, são pessoas que tiveram viagem para países da Europa com circulação do vírus e que no retorno ao Brasil apresentaram febre e sintomas respiratórios. Os casos são em residentes de sete cidades gaúchas: Canoas (2 casos), Farroupilha (2), Montenegro (1), Palmares do Sul (1), Passo Fundo (1), Porto Alegre (13) e Santa Maria (1).

Todos se enquadram no novo critério de definição de caso suspeito proposto pelo Ministério da Saúde nesta semana, que é apresentar febre e mais um sintoma gripal, como tosse ou falta de ar, e vir da Alemanha, Austrália, Emirados Árabes, Filipinas, França, Irã, Itália e Malásia. Na sexta-feira passada (21), o Ministério incluiu Japão, Singapura, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Tailândia, Vietnã e Camboja, além da China.

Dos 21 suspeitos em observação no Estado, dois necessitaram de internação hospitalar para observação. Aos demais a orientação foi de isolamento domiciliar durante o tratamento.

O Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe, que estava prevista para abril, para dia 23 de março. Segundo o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, embora a vacina contra a gripe não previna o coronavírus, ela será importante para combater os demais vírus associados a outros tipos de gripes e diminuir a dificuldade dos profissionais de saúde na hora de identificar corretamente o tipo de vírus que está provocando os sintomas no paciente.

Segundo Gabbardo, esse aumento se explica em virtude do aumento do número de países com fluxo migratório intenso com o Brasil, e que têm pessoas com o vírus. Um exemplo é o primeiro caso confirmado no Brasil. O homem de 61 anos não esteve na China, que concentra a maioria dos casos no mundo, e sim na Itália. Após a confirmação desse caso, pessoas com histórico de viagem à Itália, à França e à Alemanha e que apresentem febre somada a um sintoma respiratório também são tratadas como suspeitas de ter o coronavírus.

Ao se definir um caso como suspeito é importante proceder com o isolamento do paciente, através da colocação de máscara cirúrgica e segregação em área com pouca ou nenhuma circulação de pessoas. O fato deve ainda ser notificado imediatamente às autoridades epidemiológicas locais e pode ser feito pelo Disque 150 do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).

Todos os casos suspeitos passarão inicialmente por uma análise no Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) para um painel de sete tipos de vírus respiratórios (como os influenza, parainfluenza e vírus sincicial respiratório). Os que não tiverem resultado identificado no RS serão encaminhados para análise específica para o coronavírus na Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Por saudegaucha.com, com informações da Agência Brasil e Secretaria Estadual da Saúde

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