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Sedentarismo, o mal do século, é o quarto fator de mortes no mundo

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é a quarto maior fator de risco de mortes no mundo. No Brasil, pelo menos três em cada cem mortes no país podem ter influência do sedentarismo. Hoje (6), comemora-se o Dia Mundial da Atividade Física, e é sempre bom lembrar a sua prática é fundamental para o corpo e a mente.

Segundo o Ministério da Saúde, 1,3 milhão do total de mortes registradas em 2017 (34.273 mil) estão relacionados às doenças como o diabetes, câncer de mama e de cólon, e cardiovasculares. Esses males estão relacionados à falta da atividade física no dia a dia.

Praticar esportes, sejam de baixo ou de alto impactos, é fundamental para o corpo e para a mente. O exercício regular desencadeia uma série de efeitos benéficos ao corpo. Além disso, caminhada, lutas e outras modalidades esportivas melhoram o condicionamento físico, auxiliam o controle de peso, alivia o estresse, melhora a qualidade do sono, entre outros benefícios que podem ser observados.

Segundo o preparador físico Márcio Atalla, em entrevista ao Blog Saúde, nosso corpo foi geneticamente programado para funcionar melhor quando recebe estímulos de movimento físico. Todas as suas funções acontecem com menos desgaste para os órgãos quando se trata de pessoas ativas. A atividade física feita de forma regular previne, ou melhora, uma série de doenças e problemas de saúde. Até mesmo complicações das funções cognitivas, como o Alzheimer, que conta única e exclusivamente com o exercício aeróbico regular como meio de prevenção.

Para ele, a saúde da população não vai bem, porque os hábitos são ruins. “A mudança de hábitos é uma coisa complicada, que demanda muita vontade e disciplina. Todas as estatísticas mostram aumento em todas as complicações e doenças ligadas ao estilo de vida”, disse.

Pesquisa relaciona a pratica de exercícios a maior escolaridade
47% dos brasileiros que praticam atividade física possuem 12 anos ou mais de escolaridade, enquanto 23,3% têm entre zero e oito anos de estudo. Já 37% dos brasileiros que moram nas capitais praticam atividade física pelo menos 150 minutos por semana, que é o recomendado pela OMS. Os homens (43,4%) se exercitam mais do que as mulheres (31,5%). A faixa de 18 a 24 anos é a mais ativa, 49,1% da população tem o esporte inserido no cotidiano, seguidos pelos de 25 a 34 anos (44,2%). O levantamento é Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2017), do Ministério da Saúde.

Em Porto Alegre o índice é de 35,3%, menor que Florianópolis e Curitiba
As capitais brasileiras onde se pratica mais atividade física são o Distrito Federal (49,6%), Palmas (45,9%) e Macapá (45,5%). Em Porto Alegre, o índice de atividade física ficou em 35,3%, abaixo das demais capitais do Sul que obtiveram 43,6 (Florianópolis/SC) e 41,6% (Curitiba/PR). Já São Paulo (29,9%), João Pessoa (34,45) e Recife (35,2%) têm os piores índices.  

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