Saúde Gaúcha
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Vacinação contra a gripe começará pelos idosos

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O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (09/03/20) que inverterá a ordem de público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. Num primeiro momento, serão vacinados os idosos e os trabalhadores de saúde, que atuam na linha de frente do atendimento à população.

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A vacina é uma proteção aos quadros de doenças respiratórias mais comuns, que dependendo da gravidade pode levar a óbito. Além disso, o ministério quer evitar que as pessoas acima de 60 anos, público mais vulnerável ao coronavírus, precise fazer deslocamentos no período esperado de provável circulação do vírus, no país. A primeira fase da campanha começa no dia 23 de março, em todo o Brasil.

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Do ponto de vista epidemiológico, as crianças são consideradas multiplicadoras de vírus respiratórios e, por isso, o período de vacinação dos públicos foram distanciados. Serão duas semanas de intervalo entre uma fase e outra. Na segunda fase da campanha, que começa dia 16 de abril, entram os professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, além da previsão de incluir já nessa fase os doentes crônicos.

A partir de 9 de maio, Dia D de vacinação, serão vacinadas as crianças menores de seis meses e menores de seis anos, pessoas com mais de 55 anos, gestantes, mães no pós-parto, população indígena e portadores de condições especiais. A campanha seguirá até o dia 23 de maio.

A priorização dos idosos nessa primeira etapa, mesmo diante da não eficácia da vacina de Influenza contra o coronavírus, é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para a Covid 19. Além disso, estão sendo considerados estudos e dados que apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos.

Casos de influenza no Brasil 
Ao anunciar as medidas na última sexta-feira (06/03/20), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, aproveitou para destacar que “as influenzas A e B são mais comuns que o coronavírus e a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe diminui a situação endêmica dos vírus respiratórios no país, por isso é tão importante que as pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha procurem uma unidade de saúde”, concluiu.

Em 2020, até a Semana Epidemiológica 9 (29 de fevereiro), foram registrados 90 casos de influenza A (H1N1) pdm09 e 6 óbitos no Brasil. O estado de São Paulo concentra o maior número de casos de H1N1, com 28 notificações. Em seguida estão o estado da Bahia, com 14 casos, e o estado do Paraná, com 12 casos e 5 óbitos. O sexto óbito foi registrado no estado do Maranhão, que registrou 1 caso. As informações são preliminares e sujeitas a alterações. No mesmo período, em 2019, foram registrados 146 casos de influenza A (H1N1)pdm09 e 24 óbitos no país.

Por saudegaucha.com, com informações do Ministério da Saúde 

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