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Centenário vira referência em oncologia para mais sete municípios e cobra aumento de financiamento

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O Hospital Centenário  agora é referência em Oncologia para mais sete municípios, além dos 18 para os quais presta o serviço nesta especialidade.  O encaminhamento da Secretaria Estadual de Saúde, comunicando o acréscimo na demanda, foi feito no dia 28 de fevereiro, mesmo sem o aporte de novos recursos. Preocupados com a situação, prefeitos e secretários de Saúde convidaram o secretário de Saúde de São Leopoldo, Ricardo Charão, e a presidenta do Hospital, Lilian Silva, para a reunião da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (AMVARS), que ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 13.

Para que se entenda o caso, é importante explicar que a resolução da  Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que agrega aos 18 municípios já referenciados ao Centenário, as cidades de Morro Reuter, Sapiranga, Araricá, Santa Maria do Herval, Lindolfo Collor, Nova Hartz e Presidente Lucena, é de  julho de 2018. Desde então, a instituição de São Leopoldo tem buscado, junto ao Governo Federal, ampliação de recursos, para dar conta da nova demanda, o que foi negado pelo Ministério da Saúde, sob alegação de restrição orçamentária.

Atualmente, o Centenário  recebe apenas R$ 473 mil, do Ministério da Saúde,  para prestar o serviço, que inclui consultas, cirurgias, radioterapia e quimioterapia.  Segundo o secretário Ricardo Charão, o Município solicitou o aporte mensal de mais R$ 337 mil, que foi negada.  “Somos referência para 850 mil pessoas, precisamos ampliar os recursos para garantir o reequilíbrio financeiro”, enfatizou Charão. “O Centenário tem capacidade instalada para atender os atuais e os novos municípios referenciados, o problema não é a estrutura, mas os recursos, que são insuficientes para receber novos pacientes e garantir tratamento integral aos pacientes, complementou Lilian.

O Hospital Centenário tem uma despesa mensal de R$ 9 milhões, recebe do Governo do Federal R$ 2,3 milhões e do Estado R$ 255 mil, ou seja, apenas 2,83% do custo total. O restante, cerca de R$ 6 milhões, tem sido arcado pelo caixa do Município.

Fonte: Prefeitura de São Leopoldo 

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