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Santa Casa aumenta transplantes em 2018

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A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre realizou 627 transplantes de órgãos entre janeiro e dezembro de 2018. No mesmo período de 2017, foram 620. “Registramos um tímido aumento neste último ano, sobretudo devido a uma maior conscientização da população de estados vizinhos como Santa Catarina e Paraná sobre a importância da doação de órgãos, pois no Rio Grande do Sul não houve aumento na taxa de doadores”, explica Dr. Valter Garcia, coordenador de transplantes da Santa Casa.Na Santa Casa o aumento se deu, principalmente, em transplantes de coração (2 em 2017 e 5 em 2018), córneas (100 em 2017 e 116 em 2018) e pulmão (38 em 2017 e 50 em 2018). Entre as mais de 600 pessoas que puderam encontrar a chance de uma vida nova através da solidariedade de famílias que autorizaram a doação de órgãos, está a pequena Giovanna. Atualmente com apenas 2 anos de idade, a pequena ficou quase um ano em lista de espera por um transplante de coração. Já em em estado gravíssimo na UTI, poucos dias após seu aniversário o tão esperado órgão chegou “de presente” no dia 14 de dezembro. Agora, a família vibra a cada conquista da sua recuperação, como o retorno da visão e até mesmo “a bagunça”, enquanto conta os minutos para voltar para a casa, em Canoas, na próxima sexta-feira. “Ter minha filha saudável novamente não tem preço, e é esse sentimento de alegria que eu desejo para os outros pais que estão passando pela mesma situação. Para isso, é muito importante que todos saibam que, ao autorizar a doação de órgãos de seus familiares, as pessoas estão salvando vidas como a da minha Gigi”, diz Luane de Bairros Bloedow.

Acréscimo está relacionado a órgãos vindos de estados vizinhos, pois a taxa de doadores no Rio Grande do Sul não cresceu.

Embora tradicionalmente a Santa Casa de Porto Alegre seja referência na realização de transplantes no país, e responsável por mais da metade dos realizados no Rio Grande do Sul, a instituição tem capacidade de aumentar entre 40 e 50% o número de transplantes com a sua atual estrutura e corpo funcional. “Para 2019, estimamos um crescimento entre 10 e 15% nos nossos números de transplantes. Para isso, dependemos do aumento do número de doadores no Estado, ou seja, é necessário que a população gaúcha se conscientize sobre a importância de se declarar doador de órgãos e avise a sua família sobre o seu desejo”, finaliza Garcia.

Atualmente, mais de 30 mil pessoas aguardam por um órgão no país, sendo esta, muitas vezes, a única possibilidade de esperança de vida.

Fonte: Santa Casa

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