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Glaucoma é a segunda causa de cegueira irreversível

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O Glaucoma é uma doença silenciosa do nervo óptico, que é o caminho de condução do estímulo luminoso captado pelo olho até o cérebro. Muita gente confunde o glaucoma com a pressão intraocular aumentada. Esse é um fator de risco para o desenvolvimento do glaucoma e, em consequência, para a perda da visão. Como não apresentam sintomas muito nítidos ou “exuberantes” da doença, muitas pessoas não sentem nada. Quando começam a sentir alguma coisa, é porque o glaucoma está em estágio bem avançado.

Entre os fatores de risco, estão os pacientes acima de 40 anos de idade, os que têm histórico familiar de parentes em primeiro grau com a patologia – o que aumenta de três a cinco vezes a chance de desenvolver a doença – pacientes negros e pacientes com alta miopia, acima de 6 graus. Deve ser medida a pressão intraocular e feita uma avaliação do nervo óptico, por meio do exame de fundo de olho, para ver se há alguma lesão no local e, a partir daí, iniciar um tratamento regular.

 

O glaucoma pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum nos pacientes idosos, após os 50 anos. Como a partir dos 40 as pessoas começam a ter a chamada vista cansada, os especialistas recomendam que os adultos procurem o oftalmologista. Não é impossível, no entanto, que a patologia apareça em pacientes mais jovens.

O glaucoma se insere entre as principais causas de cegueira no mundo, juntamente com a catarata e a degeneração macular relacionada à idade. Entre essas, a catarata é reversível. O mesmo não ocorre com o glaucoma, que é a segunda causa de perda de visão, mas é a principal causa de cegueira irreversível.

Diagnóstico
Para o diagnóstico do glaucoma, o médico afirmou que não são necessários instrumentos sofisticado. No próprio laboratório, o oftalmologista consegue fazer um exame de fundo de olho e medir a pressão intraocular.

De acordo com o Ministério da Saúde, os procedimentos relacionados ao glaucoma têm crescido no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2016, foram realizados 223,2 milhões de procedimentos. no valor de R$ 2,74 milhões, com aumento de 27% em relação a 2015, quando foram registrados 175,3 milhões, no valor de R$ 2,2 milhões. O SUS oferece consultas, exames de diagnóstico, acompanhamento, tratamento oftalmológico, cirurgias e implante de prótese, informou a assessoria do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

Embora não tenha cura, é possível interromper a perda de visão provocada pelo glaucoma com medicação adequada, que inclui o uso de colírios, além de tratamento a laser ou cirurgia.

Fonte: Agência Brasil (texto) e TV Brasil (vídeo)

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