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Pesquisas mostram influência do seriado “13 Reasons Why” no suicídio de jovens

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Pesquisadores do Laboratório de Cronobiologia e Sono e do Programa de Depressão na Infância e na Adolescência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) investigaram como o conteúdo que aborda o suicídio influencia na saúde mental dos adolescentes. Os trabalhos tiveram como base o seriado 13 Reasons Why – Os 13 Porquês – que retrata o suicídio explicitamente. Foram analisadas as respostas de mais de 28 mil participantes, com idades entre 12 e 19 anos, para entender como a série impactou no pensamento e comportamento dos consultados. Entre os autores, estão dois bolsistas de Iniciação Científica, estudantes de Medicina e de Psicologia da UFRGS.

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Um dos estudos analisou as respostas de 21 mil adolescentes brasileiros e americanos que haviam assistido ao seriado para entender como ele havia influenciado no comportamento suicida e no bullying. Nos mais vulneráveis – quem estava com depressão ou tinha cogitado o suicídio anteriormente – mais de 20% relatou se sentir pior após exposição ao conteúdo. Entre os adolescentes sem sintomas de depressão ou pensamentos suicidas antes de ver a série, 4,7% responderam ter passado a pensar mais em tirar a própria vida. Outro resultado que chamou atenção dos pesquisadores foi o impacto sobre o bullying: 41,3% disseram já haver o praticado, mas, depois de ver 13 Reasons Why, 90,1% deles afirmaram ter diminuído a prática. “O mundo inteiro já comentava, mas a primeira evidência concreta foi o estudo feito no HCPA”, comenta a estudante Aline Zimerman, uma das autoras do artigo.

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Na segunda pesquisa, mais de sete mil pessoas foram recrutadas por meio de mensagens em grupos de mídia social. Entre os entrevistados, 24% relataram piora no humor após assistirem à série. Essa taxa, no entanto, foi três vezes maior entre os indivíduos que, antes de assistir ao seriado, vivenciaram sentimentos mais frequentes e intensos de tristeza e desmotivação. Em tempos de fácil acesso ao conteúdo digital e compulsão por tecnologia, a forma como os problemas de saúde mental são retratados na ficção precisam ser cuidadosamente debatidos e pensados. E, no mês da campanha de prevenção ao suicídio – Setembro Amarelo – há uma oportunidade a mais para debater o tema, alertam os pesquisadores.

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Fonte: Hospital de Clínicas de Porto Alegre

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