Alfredo Floro Cantalice Neto – Saúde Gaúcha https://www.saudegaucha.com Informação para gestores e profissionais de saúde. Thu, 13 Jun 2019 19:57:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.1.1 https://www.saudegaucha.com/wp-content/uploads/2018/10/Saúde-Gaúcha-Favicon-2-100x100.png Alfredo Floro Cantalice Neto – Saúde Gaúcha https://www.saudegaucha.com 32 32 Os desafios do médico jovem https://www.saudegaucha.com/debates/os-desafios-do-medico-jovem/ https://www.saudegaucha.com/debates/os-desafios-do-medico-jovem/#respond Tue, 09 Apr 2019 00:52:38 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=2335 ARTIGO, por Alfredo Floro Cantalice Neto – Presidente da AMRIGS As inovações tecnológicas e as mudanças no mercado de trabalho atual trazem uma nova realidade para os jovens médicos. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) está atenta a esses acontecimentos promovendo cursos e projetos que são direcionados aos que ingressam na carreira […]

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ARTIGO, por Alfredo Floro Cantalice Neto – Presidente da AMRIGS

As inovações tecnológicas e as mudanças no mercado de trabalho atual trazem uma nova realidade para os jovens médicos. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) está atenta a esses acontecimentos promovendo cursos e projetos que são direcionados aos que ingressam na carreira médica.

As ações do Departamento Universitário da AMRIGS são um exemplo, permitindo que os estudantes tenham conhecimento de tudo que a entidade pode fazer pelo seu crescimento profissional.

Foi com grande satisfação que vimos, também, a presença de diversos médicos jovens nos debates em que tratamos sobre a telemedicina, uma realidade que está, há alguns anos, sendo imposta e para o qual precisamos estar preparados. O nosso foco é que o jovem médico tenha o seu espaço no mercado de trabalho cada vez mais reconhecido e valorizado, tirando proveito, ao mesmo tempo, de todos os benefícios que as inovações tecnológicas proporcionam.

Desde os primórdios tempos, a medicina sempre tratou da cura e do bem-estar das pessoas. No século XX, surgiram as diretrizes curriculares no Brasil, responsáveis por guiarem o modo de formação do médico. Desde então, elas sofrem constantes atualizações, mas, agora, essas transformações são rápidas e impactantes. O aprendizado prático está cada vez mais próximo da teoria. Acadêmicos realizam atendimentos, conversam com pacientes, esclarecem dúvidas e tornam-se cada vez mais ativos no sistema de saúde, aprendendo com os mais experientes e oferecendo-lhes o seu conhecimento, principalmente, na área tecnológica.

Outro desafio constante é o equilíbrio entre ser um médico especialista ou generalista. Ao mesmo tempo em que o surgimento de novas doenças impõe conhecimento multidisciplinar, é preciso estar atento ao aprendizado avançado em áreas específicas.

É neste contexto que temos tido muito orgulho do trabalho desenvolvido com a Prova AMRIGS que teve, em sua última edição, um recorde de participantes, consolidando-se no cenário científico da medicina brasileira. Ao todo, foram 6,5 mil estudantes de medicina e demais cursos ligados à saúde que fizeram a prova em quinze municípios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia. O procedimento é usado na avaliação de conhecimentos médicos e para seleção de programas de Residência Médica.

Este quadro reforça a ideia de que não faltam médicos no Brasil e tampouco de que é preciso a abertura de novas faculdades de medicina. Ao invés disso, é preciso melhorar a saúde como um todo e investir na qualidade do ensino de todos os profissionais que entram para o mercado de trabalho.

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Entidades médicas formam comissão para sugerir na resolução de Telemedicina https://www.saudegaucha.com/debates/entidades-medicas-formam-comissao-para-sugerir-na-resolucao-de-telemedicina/ https://www.saudegaucha.com/debates/entidades-medicas-formam-comissao-para-sugerir-na-resolucao-de-telemedicina/#respond Wed, 20 Feb 2019 16:57:08 +0000 http://www.saudegaucha.com/?p=1502 A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) firmaram o compromisso de entregar, em 45 dias, uma lista de alterações a serem incluídas na polêmica resolução 2.227/2018 do Conselho Federal de Medicina (CFM) […]

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A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) firmaram o compromisso de entregar, em 45 dias, uma lista de alterações a serem incluídas na polêmica resolução 2.227/2018 do Conselho Federal de Medicina (CFM) que define diferentes formas de interação entre profissionais e pacientes, a chamada Telemedicina. O tema foi tratado durante encontro realizado na noite de terça-feira (19/02), no auditório do Centro de Eventos AMRIGS, envolvendo médicos gaúchos, sociedades de especialidades e seccionais.

Telemedicina é regulamentada no país; atendimento deverá ser gravado

– O evento é muito importante porque a Telemedicina veio para ficar. A prática médica está associada a inovações e não temos dúvida disso. Porém, precisamos que sejam ouvidas as bases que são associações médicas regionais e sociedades de cada uma das especialidades. Fiquei feliz em ver a presença massiva dos médicos e de muitos jovens que contribuirão muito para discussão deste tema – afirmou o presidente da AMRIGS, Alfredo Floro Cantalice Neto.

CFM dá prazo de 60 dias para contribuições sobre Telemedicina

A Resolução 2.227/2018 do CFM reconhece uso da tecnologia para atendimentos médicos à distância e define diferentes formas de interação entre profissionais e pacientes.

– Há casos, nos quais, já há uma importante contribuição da tecnologia. O médico daqui, por exemplo, liga para outro colega e tira uma fotografia podendo ter uma segunda opinião médica de um especialista. Acreditamos que existam pontos polêmicos. Não se sabe, por exemplo, como seriam prestados serviços em localidades nas quais há uma dificuldade de acesso à internet. Como fica a segurança porque os dados dos pacientes precisam ser salvaguardados devidamente? Há um aplicativo sugerido, mas que só poderia ser comprado por grandes hospitais ou estabelecimentos porque será muito caro. Outra questão é saber quem vai executar: os médicos ou as operadoras de saúde? – completou Cantalice.

Conselhos Regionais de Medicina emitem nota sobre a Resolução n° 2.227/2018, que regulamenta a Telemedicina

Outro ponto que não foi tocado, segundo o presidente da AMRIGS, são honorários médicos. Como o médico que faz uma interconsulta será remunerado? Será pago pelo convênio? Como ficam os casos nos quais médicos atuam do outro lado da fronteira com outros países?

O Diretor Científico da AMRIGS, Marcos Mendonça, ressaltou que a primeira conclusão é que ninguém se posicionou contra a medida.

– Somos a favor do uso de tecnologias na saúde. Porém, como conclusão pedimos a revogação dessa resolução que precisa ser reescrita. Vamos reunir ideias apontadas pelos colegas médicos e sugerir os pontos a serem ajustados. Firmamos o compromisso para em 45 dias entregar uma nova redação que será apresentada ao Conselho Federal de Medicina – afirmou.

Em sua abordagem, o presidente do SIMERS, Marcelo Matias, lembrou que houve uma mobilização nacional contrária e que exige a imediata suspensão do andamento do processo.

– Não existe médico contra o progresso e avanço. Não há como se contrapor a tecnologia. Na verdade, no mérito em si, a Telemedicina é importante. Isto é algo que já existe quando se fazem laudos à distância ou trocam-se informações entre colegas. Somos estudiosos e ávidos por novidades. Entretanto, a forma como foi feita e alguns pontos que foram colocados são inaceitáveis. Precisamos parar com o processo porque ele foi feito de cima para baixo e sem ouvir as bases – disse.

O presidente do CREMERS, Eduardo Trindade, ressaltou que o tema medicina e a profissão médica são de interesse de toda a população.

– Não zelamos pela classe médica, mas sim pela sociedade. Essas transformações são um perigo não só para classe profissional, mas para toda população. Recebemos milhares de críticas ao modelo proposto. Estamos incorporando novas tecnologias, mas nenhum de nós teve conhecimento de discussões dessa resolução no âmbito nacional. Então, nosso pedido é que lutem pela revogação porque há inúmeros pontos no mínimo nebulosos e contrários a ética médica. Estejam seguros que nós, do Conselho, somos contrários a quase todos os pontos e queremos mostrar sugestões para que as novas tecnologias sejam incorporadas, mas de forma segura e em benefício dos profissionais e dos pacientes – afirmou.

Os presentes no plenário também relataram suas experiências durante o II Fórum de Telemedicina, promovido pelo CFM, em Brasília, no dia 07de fevereiro, onde, segundo os médicos, não ouve momento para discussão geral.

O Conselho Federal de Medicina foi representado pelo médico Cláudio Franzen, que defendeu as atitudes favoráveis do CFM em relação aos profissionais médicos.

Grupo de Trabalho

Presidentes
AMRIGS: Alfredo Floro Cantalice Neto
CREMERS: Eduardo Neubarth Trindade
SIMERS: Marcelo Marsillac Matias

Relatores:
Ércio Amaro Filho (AMRIGS)
Marcos Vinicius Ambrosini Mendonça (AMRIGS)
Mauro Scarpa (CREMERS)
Eduardo Machado (CREMERS)
Edson Machado (SIMERS)
Guilherme Peterson (SIMERS)

Fonte: AMRIGS

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